Molha menos andar ou correr na chuva? Descubra qual é a melhor opção segundo a física
A resposta para esse questionamento depende de muitos fatores. Veja quais são!
Quem nunca ouviu alguém falar que correr molha menos do que andar durante a chuva? Para algumas pessoas, essa opção é a mais óbvia, já que elas imaginam que quanto menos tempo ela passar desprotegida, mais ela vai se livrar dos respingos. Mas o estudo da Física mostra que essa alegação não é totalmente verdadeira, ao contrário, a ação depende também de outros fatores que estejam acontecendo durante a chuva.
Por exemplo, quando a chuva está caindo de forma vertical e constante, é recomendado que as pessoas corram, porque aumentar a velocidade pode reduzir o tempo de exposição às gotículas do céu. Agora, se está ventando e a chuva não está caindo na vertical e nem está mantendo a mesma intensidade, é recomendado que as pessoas andem, porque a imprevisibilidade do ângulo dos pingos e a variação da precipitação podem molhar ainda mais.
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Estratégias de proteção na chuva
De acordo com um estudo publicado na Revista Brasileira de Ensino de Física, existe uma velocidade ideal para se molhar o mínimo possível quando a chuva é vertical e que, se a pessoa estiver andando mais acima ou abaixo dessa "velocidade", ela poderá ficar mais encharcada. Além disso, há ainda outros fatores que influenciam durante esse período, como o tamanho da pessoa e o que ela estará vestindo no momento.
"Até mesmo o tamanho da gota, o tipo de roupa, se a pessoa é mais 'volumosa', entre outros fatores, influenciam se correr ou andar na chuva molha mais ou menos", revelou o físico Cláudio Furukawa, do Instituto de Física da USP, em entrevista ao portal UOL.
Como forma de ajudar as pessoas que saem de casa sem guarda-chuva, o físico disse que uma boa estratégia é correr inclinado para frente na chuva, porque ao fazer essa prática, a água bate no corpo, mas faz uma ressalva de segurança. "Nessa estratégia, quanto mais rápido o deslocamento, mais inclinada a pessoa deve ficar, mas o risco de tropeçar e levar um tombo pode aumentar o prejuízo", finalizou Furukawa.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
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