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O que é fertilização in vitro? Entenda técnica utilizada por Lauana Prado para engravidar

Técnica de reprodução assistida que tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil e é considerada uma das mais eficazes

Gabrielle Borges

Durante um show realizado no último domingo (18), no Rio de Janeiro, a cantora Lauana Prado anunciou que está grávida do seu primeiro filho. A novidade também foi divulgada em suas redes sociais.

A gestação, que gerou grande repercussão, foi possível graças a um tratamento de fertilização in vitro (FIV), uma técnica de reprodução assistida amplamente reconhecida por sua eficácia. Saiba mais sobre ela a seguir.

O que é a FIV?

A fertilização in vitro, conforme explicação da renomada Clínica Mayo, é uma das mais avançadas e eficientes opções para casais com dificuldades para engravidar. Nesse procedimento, a fecundação do óvulo é realizada fora do corpo da mulher, em ambiente controlado no laboratório, ao contrário da concepção natural ou da inseminação artificial.

Para quem a FIV é indicada?

A fertilização in vitro (FIV) é uma das soluções mais eficazes para casais que enfrentam dificuldades para engravidar, especialmente em casos mais complexos de infertilidade.

Ela é frequentemente recomendada como primeira linha de tratamento para mulheres com mais de 40 anos. Em alguns casos, ela pode ser considerada após tentativas com medicamentos ou inseminação artificial.

Principais indicações para a FIV:

  • Problemas nas trompas: Quando as trompas estão bloqueadas ou danificadas, a FIV contorna esse obstáculo, permitindo a fertilização em laboratório.
  • Distúrbios na ovulação: A FIV é indicada para mulheres com ovulação irregular ou ausente, aumentando as chances de gravidez.
  • Endometriose: A condição pode afetar os órgãos reprodutivos e a FIV pode superar essas dificuldades.
  • Miomas uterinos: Miomas que interferem na implantação do embrião podem ser contornados com a FIV.
  • Laqueadura prévia: Mulheres que passaram por laqueadura podem optar pela FIV em vez da reversão cirúrgica.
  • Problemas de esperma: A FIV, com técnicas como ICSI, pode ajudar homens com baixa qualidade espermática.
  • Questões genéticas: Casais com risco de transmitir doenças genéticas podem fazer testes antes de implantar o embrião.
  • Preservação da fertilidade: Mulheres que vão fazer tratamentos de câncer podem congelar óvulos ou embriões.
  • Infertilidade inexplicada: Quando não há causa identificada para a infertilidade, a FIV pode ser a solução final.

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Quais as regras da FIV no Brasil?

A Fertilização In Vitro (FIV) no Brasil é regulamentada pela resolução nº 2.320/2022 do Conselho Federal de Medicina. Entre as principais normas, destacam-se:

  1. Elegibilidade: O procedimento é acessível a todas as pessoas capazes que atendam aos critérios médicos e estejam devidamente informadas.
  2. Idade máxima: Mulheres podem se submeter à FIV até os 50 anos, com exceções médicas avaliadas caso a caso.
  3. Seleção genética: A escolha do sexo ou características do embrião é proibida, salvo para prevenção de doenças genéticas. O embrião pode permanecer até 14 dias em laboratório.
  4. Doação de gametas: Deve ser anônima e sem fins comerciais. Mulheres podem doar óvulos até os 37 anos e homens, espermatozoides até os 45 anos.
  5. Gestação compartilhada: Permitida entre casais de mulheres, transferindo o embrião de uma para a outra.
  6. Gestação de substituição: Permitida apenas por questões médicas, sem caráter comercial, e preferencialmente com parente consanguíneo até 4º grau.

Quais os riscos da Fertilização In Vitro (FIV)?

A Fertilização In Vitro (FIV) é considerada segura, mas envolve alguns riscos que devem ser avaliados antes do procedimento. São eles:

  • Gravidez múltipla: Transferir mais de um embrião aumenta a chance de gêmeos ou trigêmeos, elevando o risco de parto prematuro e baixo peso ao nascer.

No Brasil, o limite de embriões varia com a idade: até 2 para mulheres até 35 anos, 3 para mulheres entre 36 e 39 anos e 4 para mulheres acima de 40 anos.

  • Parto prematuro e baixo peso: Há leve aumento no risco de bebês nascerem antes do tempo ou com peso reduzido.
     
  • Síndrome de hiperestimulação ovariana: Medicamentos para induzir ovulação podem causar inchaço, dor abdominal, náusea e, em casos graves, ganho de peso rápido e falta de ar.
     
  • Aborto espontâneo: A taxa é de 15% a 25%, similar à gravidez natural, mas cresce com a idade da mãe.
     
  • Complicações na coleta de óvulos: A retirada dos óvulos com agulha pode causar sangramento, infecção ou lesões em órgãos internos, além de riscos ligados à sedação e anestesia.
     
  • Gravidez ectópica: Entre 2% e 5% das mulheres podem ter implantação do embrião fora do útero, geralmente nas trompas, impedindo a continuidade da gestação.

Quanto custa a FIV no Brasil?

O custo médio de um ciclo completo de fertilização in vitro (FIV) no Brasil é de aproximadamente R$ 25 mil, incluindo consultas, estímulo ovariano, coleta de óvulos, fertilização e transferência do embrião.

Embora a FIV esteja prevista na cobertura do SUS desde 2005, a oferta pública é limitada, e apenas alguns hospitais realizam o procedimento.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com.)