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Fim da patente do Ozempic: saiba tudo sobre e veja o que muda no mercado

Com a expiração da patente, outras empresas nacionais e internacionais poderão desenvolver versões genéricas e similares

Gabrielle Borges

A patente do Ozempic, medicamento à base de semaglutida usado no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle de peso, chegou ao fim no Brasil nesta sexta-feira (20).

A medida encerra duas décadas de exclusividade da farmacêutica Novo Nordisk e promete transformar o mercado de medicamentos com este princípio ativo, incluindo o próprio Ozempic e o Wegovy.

Com a expiração da patente, outras empresas nacionais e internacionais poderão desenvolver versões genéricas e similares, aumentando a concorrência.

Como funciona a proteção por patente

No Brasil, medicamentos inovadores podem ser protegidos por patentes, garantindo à farmacêutica que investiu no desenvolvimento do remédio o direito de comercializá-lo de forma exclusiva por 20 anos.

Após esse período, outros laboratórios podem solicitar autorização junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para produzir e vender versões similares ou genéricas.

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O que muda com a expiração da patente?

  • Fim da exclusividade: outras empresas poderão fabricar medicamentos com semaglutida.
  • Mais opções no mercado: a concorrência tende a baratear os preços ao longo do tempo.
  • Impacto gradual: a chegada das alternativas depende da aprovação da Anvisa, que avalia segurança e eficácia de cada medicamento.

Atualmente, a Anvisa possui dois pedidos de registro em análise e outros 15 na fila. Especialistas acreditam que o órgão deve acelerar as autorizações sem comprometer o rigor técnico, permitindo que pacientes tenham acesso às novas opções com segurança.

O preço vai diminuir?

A expiração da patente do Ozempic pode diminuir o preço dos medicamentos à base de semaglutida, mas os efeitos ainda devem demorar. Hoje, uma caneta custa em média R$ 1 mil.

A redução depende da entrada de concorrentes no mercado brasileiro, que ainda não ocorreu. Especialistas apontam que, com mais opções, os preços tendem a cair entre 15% e 60% em relação aos originais Ozempic e Wegovy. Pela legislação, genéricos devem ser pelo menos 35% mais baratos que o medicamento de referência.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)