Secretário mantém acusações a presidente do sindicato

Altair Brandão havia dito que vídeos divulgados foram editados, mas Willem Ribeiro reafirma veracidade

Redação Integrada

Na reportagem publicada na terça-feira 3 pelo Grupo Liberal, o presidente do Sintrebel, Altair Brandão, um dos alvos das investigações do suposto esquema, negou a veracidade das falas e alegou que as imagens seriam uma montagem, já que há cortes na conversa. O secretário-geral do sindicato, Willem Ribeiro (Kiko), retrucou que os cortes foram feitos para que os vídeos pudessem ser publicados nas redes sociais e enviados por mensagem. "Selecionei os trechos principais. Não podia deixar do tamanho original porque ficaria muito pesado para postar e enviar às pessoas. Além disso, ninguém assiste a vídeos muito grandes e o objetivo principal era que todo mundo visse e tomasse conhecimento dessas condutas", disse. Segundo ele, para o Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT-PA/AP) os arquivos foram enviados na íntegra.

Ribeiro também garantiu que as denúncias trabalhistas contra as empresas Nova Marambaia e Belém Rio foram feitas por ele, e não pelo presidente, como afirmou ontem na reportagem. "A carga horária dos trabalhadores é de 7h20. As duas empresas obrigam os rodoviários a dobrar esse tempo, totalizando um período de trabalho exorbitante. Mas eles só fazem isso porque o sindicato é conivente. Existem normas na Justiça do Trabalho sobre isso, a prática deveria ser inibida pelo Sintrebel, mas o presidente não faz questão porque emprestou dinheiro no banco do empresário. O conluio estava montado, não tinha como cobrar isso dele", relatou Ribeiro.

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Na opinião do secretário-geral, embora tenha denunciado o esquema no vídeo, o empresário Edgard Romero Júnior, sócio da empresa Belém-Rio, também estava envolvido nas negociações: "Quando eles eram amigos e estavam ‘de bem’, faziam esquemas fraudulentos, mas isso tudo veio à tona e houve conflito, porque um começou a acusar o outro.”

Quanto à publicação do vídeo, que foi feita ao longo dos últimos dias, mesmo que as gravações tenham ocorrido em janeiro, Ribeiro atribuiu o atraso ao "perigo de mexer com pessoas poderosas". Segundo ele, existem, ainda, especulações de que os acusados estejam envolvidos com milícias. "Fiquei com medo, e tudo ainda pode acontecer, até porque o filho do Altair me mandou um áudio dizendo, indiretamente, que ainda vou pagar por isso. Mas decidi fazer o certo e denunciei em junho", relembrou.

Sargento defende investigação

Em um dos vídeos divulgados por Willem Ribeiro referentes às denúncias, quem aparece na primeira cena é o vereador de Belém Sargento Silvano, do Partido Social Democrático (PSD). Nas imagens, ele está na tribuna da Câmara Municipal de Belém (CMB) e se solidariza com o vereador Altair Brandão, citado nos esquemas, que teria sido "ameaçado de morte por empresários e gerentes da empresa Belém Rio". Ele segue dizendo que "é uma empresa que tem trazido, ao longo dos anos, um trabalho de péssima qualidade para a população de Icoaraci, Outeiro, Augusto Montenegro” e, em seguida, cobra que a Comissão de Transporte da Casa tome providências.

Entrevistado pela reportagem, o vereador Sargento Silvano esclareceu que sua manifestação na Câmara teve relação apenas com a suposta ameaça. "Me posicionei apenas sobre a história que chegou até a nós, defendi o vereador como pessoa, mas, se existe um esquema interno nos sindicatos e nas empresas, precisa ser apurado. Espero que os culpados paguem. A população belenense quer saber a verdade”, destacou. Além disso, o vereador disse que não aprovou sua imagem vinculada à denúncia.

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