Proposta de criar Câmara de Justiça Climática na ONU surgiu em Belém, diz brasileiro em entrevista
Iniciativa surgiu durante conferência pré-COP 30 na capital paraense e busca combater desafios climáticos com um tribunal especializado.
A proposta de criar uma Câmara de Justiça Climática dentro da Corte Internacional de Justiça da ONU foi apresentada por um grupo internacional liderado por Edmundo Oliveira, coordenador do Comitê Permanente da América Latina para a Prevenção do Crime (Coplad). A ideia surgiu após a realização de uma conferência em Belém, em abril deste ano, e visa a garantir maior proteção ao meio ambiente e às comunidades mais vulneráveis às mudanças climáticas.
Durante a entrevista, Edmundo Oliveira explicou como a proposta ganhou força na Conferência de Alto Nível pré-COP 30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), realizada na capital paraense.
"Essa será uma via segura para se evitar a destruição do planeta", afirmou Oliveira, ressaltando que o Tribunal Internacional Climático seria uma resposta concreta aos desafios enfrentados pelas populações mais vulneráveis e ao agravamento das mudanças climáticas.
A Declaração de Belém, aprovada no evento, já propunha a criação de um Tribunal Internacional Climático, mas, devido aos altos custos, a proposta foi reformulada. Agora, a ideia é estabelecer uma Câmara de Justiça Climática dentro da Corte Internacional de Justiça, localizada em Haia, na Holanda.
Oliveira destacou a importância da inclusão de um representante da Amazônia entre os cinco membros que comporiam a nova Câmara. "Esse será um dado extremamente diferenciado", afirmou.
De acordo com o coordenador, a criação dessa Câmara teria cinco objetivos fundamentais: proteção das comunidades carentes, aceleração do desenvolvimento sustentável, enfrentamento dos desafios climáticos extremos, promoção da educação para o alívio da pobreza e integração de ciência e inovação de forma harmônica com a natureza.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA