Por tudo que foi feito, nos entendemos merecedores de justa apreciação dos fatos, diz Gilmar
Gilmar Mendes rebateu críticas da imprensa em relação à Corte e disse que é necessário distinguir a "apreciação séria e construtiva" de narrativas que buscam fragilizar o órgão
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes rebateu críticas da imprensa em relação à Corte e disse que é necessário distinguir a "apreciação séria e construtiva" de narrativas que buscam fragilizar o órgão. "Em um momento em que a artilharia pesada de uma instituição vital para a democracia se volta contra o órgão ao qual ela deve sua própria sobrevivência, entendo ser oportuno cobrar, no mínimo, parcimônia", declarou, em nome da Corte, na abertura das celebrações de 135 anos do Supremo.
Gilmar disse que não considera que o Tribunal é imune ao escrutínio da mídia, mas pediu uma apreciação "justa" dos fatos: "É que, por tudo que foi feito, nos entendemos merecedores, não da suspeição leviana, mas, ao menos, de uma justa e abrangente apreciação dos fatos".
O ministro ainda fez críticas a setores da imprensa, que acusou de "dar de ombros para as evidências" e focar em uma narrativa de deslegitimação da Corte
"É, aliás, no mínimo irônico que os mesmos que antes incensavam a força-tarefa (Lava Jato) passem agora a acusar a Corte de seguir uma cartilha lavajatista nos inquéritos abertos em defesa da democracia", disparou
Gilmar defendeu que o Tribunal, ao longo de sua história, "tem se provado digno de merecer a confiança dos brasileiros".
"A impessoalidade e independência que caracterizam nossa atuação não se dobram a pressões e interesses de qualquer natureza, servindo como a fortaleza necessária para a guarda de uma Constituição sobre a qual nosso povo deposita tantas expectativa", destacou.
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