'PF não protege nem persegue. A gente trabalha com isenção', diz Diretor-geral da corporação
O diretor-geral da PF também elogiou o chefe do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, declarou nesta segunda-feira (30) que as investigações em curso na corporação não sofrem qualquer direcionamento político ou ideológico. Ele garantiu que "jamais houve direcionamento de qualquer atuação".
Em evento que celebrou os 82 anos da instituição, Rodrigues reforçou a isenção do trabalho. "A Polícia Federal não protege nem persegue. Aqui a gente trabalha com isenção", disse ele, destacando a tranquilidade em afirmar a ausência de direcionamento.
A manifestação de Andrei Rodrigues acontece em um cenário de avanços nas investigações do Banco Master. Além disso, a própria corporação solicitou a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República.
Elogios a instituições parceiras
Durante o discurso, o diretor-geral da PF também elogiou a atuação de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Ele afirmou que o trabalho do BC foi crucial para o progresso das apurações envolvendo o Banco Master.
O chefe do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi, também foi alvo de elogios de Rodrigues. A menção ocorre em um período em que as ações do órgão têm recebido críticas.
Rodrigues dirigiu-se a Saadi, presente no evento, ressaltando seu "compromisso com a coisa pública, a seriedade e competência à frente do Coaf são dignas de registro".
Restrições ao Coaf pelo STF
Na sexta-feira (27), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs restrições ao fornecimento de informações e relatórios de inteligência financeira (RIF) pelo Coaf. A medida visa proteger integrantes da Corte e seus familiares expostos em relatórios do órgão.
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