PF faz operação contra perito suspeito de vazar contrato de mulher de Moraes com Master

Ação investiga o perito criminal federal João Cláudio Nabas

Estadão Conteúdo
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A Polícia Federal (PF) realiza operação nesta terça-feira, 19, contra o perito criminal federal João Cláudio Nabas por suspeita de vazamento de informações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes obtidas na investigação da Compliance Zero, que apura fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

A suspeita da PF nessa apuração é que Nabas teria vazado informações de Moraes apreendidas no telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro, como o contrato do escritório de advocacia da mulher do ministro, a advogada Viviane Barci, com o Banco Master e diálogos do magistrado com o banqueiro.

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O escritório de Barci está no centro de uma série de questionamentos desde que confirmou ter prestado serviços ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.

Segundo informações da Receita Federal, o escritório de Viviane Moraes recebeu R$ 80,2 milhões em pagamentos do Master em 2024 e 2025.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão e suspensão das funções públicas do perito. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso.

De acordo com comunicado do STF, "o investigado, na condição de perito criminal federal, teria repassado a integrante da imprensa informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início das investigações, obtidas a partir da análise de material apreendido durante uma das fases da Operação Compliance Zero". O Estadão tenta contato com a defesa de Nabas.

Essa operação foi batizada como a sétima fase da Operação Compliance Zero e apura o crime de violação de sigilo funcional. Na nota, o STF ressaltou que não há investigação contra profissional de imprensa. "Nesse contexto, as medidas não implicam qualquer direcionamento investigativo contra jornalistas ou veículos de imprensa, permanecendo preservadas a liberdade de atuação jornalística e a garantia constitucional do sigilo da fonte", diz a nota.

O perito atuou nas fases inicias da investigação e foi responsável pela análise de materiais apreendidos.

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