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ENTENDA

Para Flávio Bolsonaro, taxação dos EUA não prejudicarão a campanha dele: 'tarifas são do Lula'

Pré-candidato à Presidência declara que as tarifas são responsabilidade do governo Lula e espera que os EUA desistam da taxação

Estadão Conteúdo

3 de junho de 2026 às 11:22

Flávio Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro. ( Foto: Foto: Roque de Sá / Agência Senado )

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, afirmou nesta quarta-feira, 3, que a imposição de mais tarifas dos Estados Unidos ao Brasil não atrapalhará sua campanha nem afetará a soberania do Brasil. Flávio argumentou que as tarifas são uma responsabilidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Essa tarifa sobre as empresas brasileiras é a tarifa do Lula. Pelo seu comportamento, pela sua falta de habilidade (...) O Lula a todo momento provoca, atiça, o presidente dos Estados Unidos, para quê? Para que haja uma reação como essa", declarou o senador em entrevista ao jornal O Tempo, em Minas Gerais, sem comentar que a taxação ocorreu após sua reunião com Trump.

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Flávio disse esperar que os Estados Unidos desistam de sobretaxar o Brasil. Na terça, 2, ele enviou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. "Já mandei uma carta ao governo americano explicando essa situação e pedindo que não taxem as empresas brasileiras", disse.

O senador negou também que a taxação afetará sua campanha à Presidência: "Não vai prejudicar, porque, com a verdade, a gente vai explicar que essa taxa do Lula, essa tarifa do Lula é por causa das provocações dele aos Estados Unidos".

Prioridade

Sem fazer referência ao crime organizado e ao Caso Master, Flávio voltou a defender o endurecimento penal para causas pequenas: "ladrão de celular tem que ficar preso". "Meu discurso está sendo muito radical na área da segurança pública, porque vou construir presídio. Vou fazer o Congresso aprovar leis para que esses marginais fiquem presos de verdade, porque a cadeia não pode ser uma porta giratória".