Michelle diz que Moraes e Gonet terão 'sangue nas mãos' após queda de Bolsonaro

A declaração foi dada a jornalistas durante entrevista concedida na terça-feira (6/1)

O Liberal
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou na terça-feira (6/1) que “vai ter sangue nas mãos” do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ela criticou a negativa inicial de autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro deixasse a cela da Superintendência da Polícia Federal (PF), onde caiu e bateu a cabeça, para receber atendimento médico.

Segundo ela, Bolsonaro estaria sendo “negligenciado e torturado” e necessitaria de cuidados mais complexos do que os oferecidos na prisão, por permanecer em um quarto trancado que só seria aberto para medicação.

Michelle afirmou que utilizou a expressão “mais uma vez” em referência a Cleriston Pereira da Cunha, o “Clezão”, réu do 8 de Janeiro, que morreu em novembro de 2023, após um mal súbito no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O caso se tornou um dos principais símbolos de aliados do ex-presidente, frequentemente citado em críticas ao Supremo. Em março de 2025, por exemplo, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou que o STF “roubou” Cleriston da família.

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Ex-presidente

A ex-primeira-dama relatou ainda que, na terça-feira, chegou à Superintendência da PF no horário previsto para visita, das 9h às 9h30, mas só foi autorizada a entrar às 10h. Nesse período, segundo ela, Bolsonaro estava recebendo os primeiros socorros após a queda. Michelle disse que o ex-presidente não se lembra de como caiu, nem por quanto tempo ficou desacordado, e apresentou hematoma no rosto e sangramento no pé. Ela afirmou que o marido teve “todos os direitos violados”.

De acordo com Michelle, um delegado teria concordado em levar Bolsonaro ao hospital e solicitado apoio da Polícia Militar para realizar o deslocamento. No entanto, a família foi informada de que a ida só seria autorizada após a defesa apresentar uma petição “detalhada e periciada”. O médico particular do ex-presidente, Brasil Caiado, avaliou Bolsonaro ainda na PF e disse que ele apresentava apatia e lentidão nas respostas, ressaltando a necessidade de exames complementares e sem descartar a hipótese de traumatismo craniano leve.

Na manhã desta quarta-feira (7/1), Alexandre de Moraes autorizou a transferência do ex-presidente para o Hospital DF Star, onde poderão ser realizados exames como tomografia de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma. Michelle afirmou que é preciso investigar se a queda tem relação com a medicação usada por Bolsonaro desde abril para tratar crises de soluço ou se há indício de quadro convulsivo. Ela também disse que o ex-presidente precisa de acompanhamento constante devido à apneia do sono, aos soluços e a episódios semelhantes a convulsões registrados em internações anteriores.

A ex-primeira-dama comparou ainda a situação de Bolsonaro com a do ex-presidente Fernando Collor, que teve prisão domiciliar autorizada após a apresentação de laudos médicos. Ela afirmou que não desmerece o estado de saúde de Collor, mas defendeu que Bolsonaro também enfrenta condição grave e lembrou as sequelas da facada sofrida em 2018. Michelle declarou que o marido não pretende fugir caso seja autorizado a cumprir prisão domiciliar. “Eu preciso que ele esteja em casa para poder cuidar dele”, disse.

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