Máfia do dendê no Pará: o que se sabe sobre operação em condomínios de luxo em Belém
Esquema que teria movimentado R$ 1 bilhão. Um dos investigados durante a operação Termidor da Polícia Federal jogou o celular pela janela
Grupos empresariais com atuação na cadeia econômica de dendê no Pará estão na mira da Polícia Federal e da Receita Federal pela suposta prática de furto, receptação e comercialização ilícita do fruto do dendê, além de lavagem de capitais e de ocultação de bens, direitos e valores obtidos com a atividade criminosa. As empresas teriam movimentado cerca de R$ 1 bilhão, entre valores lícitos e ilícitos.
Na quinta-feira (17), as investigações avançaram com a ‘Operação Termidor’, que cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão nos municípios paraenses de Belém, Ananindeua, Castanhal e Tomé Açu, além de Indaiatuba (SP), autorizados pela 4ª Vara Federal Criminal da SJPA. Durante a ação, agentes foram a apartamentos em condomínios de alto padrão na capital paraense.
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Veja as principais informações sobre a investigação
Quem está sendo investigado
- O Grupo Liberal apurou que entre as empresas que aparecem no contexto da investigação estão Belém Bioenergia Brasil (BBB), Agropalma, Grupo BBF (Brasil BioFuels), Indústria Vila Nova e Eco Tauá.
- Um dos alvos das buscas realizadas nesta quinta-feira era Luciano Rodrigues, controlador de outras três empresas: Agronorte, LR Agro e LR Logística
O que está sendo apurado
- Os grupos empresariais são suspeitos de furto, receptação e comercialização ilícita do fruto do dendê, além de lavagem de capitais e ocultação de bens, direitos e valores
- Segundo as investigações, essas empresas movimentaram cerca de R$ 1 bilhão nos últimos quatro anos na cadeia econômica do dendê
- A Receita Federal informou que parte dos valores movimentados não teria apresentado documentação fiscal e contábil suficiente para comprovar a origem e a destinação dos recursos
- A investigação também aponta possível participação de servidores públicos e integrantes de grupos criminosos
- Estão sendo analisados os indícios de irregularidades fiscais, como incompatibilidade entre a capacidade econômica declarada e a real dos principais investigados, movimentações incompatíveis com o faturamento das empresas e pagamentos a fornecedores ou beneficiários sem aparente relação com a atividade econômica da cadeia do dendê
Como foi a operação
- Foram expedidos pela Justiça Federal nove mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, com medidas cumpridas em Belém, Ananindeua, Castanhal e Tomé-Açu, no Pará, e em Indaiatuba, em São Paulo.
- A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 153 milhões em bens e valores
- Foi determinada, ainda, a suspensão das atividades econômicas de 11 empresas investigadas
- Participaram da operação 13 auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal.
- A atuação envolveu análises fiscais, patrimoniais e financeiras dos investigados
- Documentos e equipamentos apreendidos durante a operação serão analisados juntamente com informações fiscais e bancárias
- Um dos investigados, Luciano Rodrigues, controlador da Agronorte, LR Agro e LR Logística, jogou o celular pela janela durante as buscas no condomínio Edifício Village Moon, na avenida Visconde de Souza Franco (Doca), em Belém
- Os agentes também realizaram buscas nos edifícios Castelo Massimo, Malmo, Rio Mino e Lisse
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