Lula não tem mais força, diz Tarcísio sobre rejeição a Messias
Messias foi rejeitado pela Casa Alta por 42 votos contrários e 34 favoráveis. A derrota de um indicado pelo presidente da República não acontecia desde 1894, na Primeira República
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira, 30, que a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), evidencia a "fragilidade" do governo federal.
Messias foi rejeitado pela Casa Alta por 42 votos contrários e 34 favoráveis. A derrota de um indicado pelo presidente da República não acontecia desde 1894, na Primeira República. A derrubada da indicação estava no radar, mas o placar surpreendeu os petistas, que afirmavam confiantes minutos antes contar com até 48 votos. O chefe da AGU precisava de 41 favoráveis dos 81 votos possíveis.
"Acho que isso é muito ruim para o governo do PT. A partir do momento em que um presidente da República não consegue fazer o ministro do Supremo, o que está ficando claro é o seguinte: ele não tem mais força", disse Tarcísio durante coletiva de imprensa em Santos (SP). "É um projeto superado, e o Congresso, que é um grande termômetro político, sentiu para onde o vento está soprando."
O chefe do Executivo paulista afirmou ainda que a derrota escancara a fragilidade do governo federal, que não teve "capacidade de articulação", e avaliou que o episódio sinaliza o fim de um ciclo, com o PT se aproximando do encerramento de sua trajetória no poder.
"Acho também que não vai haver mais espaço para o governo apresentar outro nome, e a escolha do próximo nome, do próximo indicado, deverá - e parece que o presidente do Senado já tem se manifestado sobre isso - ficar sob responsabilidade do novo presidente da República", continuou o governador.
Bolsonarista, Tarcísio apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República e já disse acreditar numa vitória no primeiro turno do filho de Jair Bolsonaro contra Lula.
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