Igor Normando adia mais uma vez início das obras do canal do Mata Fome

É o quarto anúncio que o prefeito de Belém faz sem que as ações de fato comecem. Enquanto isso, a comunidade sofre com problemas estruturais na área.

O Liberal
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Promete e não faz. Pela quarta vez consecutiva, o prefeito de Belém, Igor Normando, anuncia e não cumpre a assinatura da “Ordem de Serviço Imediada”, como a própria prefeitura tem anunciado o ato para as obras do novo canal Mata Fome. Enquanto isso, mais de 150 mil moradores da região sofrem com toda a ordem de problemas da falta de um programa de reurbanização e recuperação ambiental na área. 

Antes mesmo de tomar posse, mas já como prefeito eleito de Belém, em 25 de novembro de 2024, Igor Normando publicou um vídeo nas redes sociais em que aparecia com um sorriso largo: “Turma, tá destravado”.

Na publicação, ele garantia que faria o Programa de Macrodrenagem da Bacia Hidrográfica do Mata Fome (Prommaf). Resultado: 17 meses já se passaram e nada de ele fazer o que prometeu para milhares de moradores afetados pelo canal do Mata Fome.
Ainda é claro na memória coletiva de Belém, os danos enfrentados por famílias inteiras dos bairros Tapanã, Parque Verde e Cabanagem, no dia 19 de abril passado, por causa dos alagamentos em razão da falta de serviço de limpeza pública e das promessas vãs de Normando. As pessoas estão sobressaltadas, a cada chuva reaparece o medo de novos prejuízos financeiros com a perda de bens domésticos e doenças por causa da insalubridade local que aumenta a cada semana.

Em abril passado, o prefeito inclusive decretou estado de emergência, no entanto, de lá para cá, ele segue anunciando e desmarcando a autorização para o início dos serviços no Mata Fome.

No anúncio mais recente, Igor Normando afirmou que formalizaria a ordem de serviços para as obras, no último sábado (16), e novamente não cumpriu com a palavra. Ao contrário, adiou, de novo. Desta vez, ele promete assinar a ordem de serviço “imediata” nesta segunda-feira (18), às 15h.

A comunidade não aguenta mais amargar tanto transtorno. A ajudante de cozinha Elizabeth Castro, de 56 anos, moradora da Pratinha há mais de duas décadas, disse ao Grupo Liberal, na última sexta-feira: “A expectativa que a gente tem, né? Mas, confiante é igual São Tomé, só vendo para crer”.

A moradora acrescentou: “Essa obra já era para ter sido feita há muito tempo e nunca foi. Moro aqui há 22 anos. O tempo todo a gente vivendo aqui nessa situação, nesse total descaso do órgão público. Porque toda vez dizem que vão fazer, vão melhorar e nada”.

Elizabeth desabafou que os moradores convivem há anos com alagamentos, ruas destruídas e dificuldades de mobilidade sem que soluções definitivas sejam executadas. Ela contou, por exemplo, que uma ponte na rua Piedade, onde mora, foi levada pela água durante as fortes chuvas em abril passado, até hoje, não foi reconstruída. “A gente está isolado aqui. Só pedestre consegue passar. Quem quer ir para o Cordeiro precisa dar uma volta enorme. Quem quer sair pela Paulo Guilherme também não consegue. É um transtorno muito grande”, contou.

Cansados por décadas de abandono, os moradores seguem desesperançosos de que, de fato, as obras de drenagem, pavimentação e implantação do projeto urbano que vai beneficiar os bairros São Clemente, Tapanã, Pratinha e Parque Verde.

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