Hacker que invadiu sistemas do CNJ a mando de Zambelli é transferido do presídio dos famosos
Além de Delgatti, também foram transferidos para Potim o ex-jogador de futebol Robinho e o empresário Thiago Brennand.
O hacker Walter Delgatti Neto foi transferido da Penitenciária de Tremembé, conhecida como o presídio dos famosos, para uma unidade prisional em Potim, também no Vale do Paraíba, em São Paulo. A informação foi confirmada pela Polícia Penal do Estado de São Paulo.
Delgatti cumpre pena em regime fechado de oito anos e três meses por invadir, em 2023, os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a mando da ex-deputada Carla Zambelli, atualmente detida na Itália. Na ocasião, o hacker inseriu um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no sistema da Justiça.
Em agosto do ano passado, a Penitenciária II de Potim começou a receber presos transferidos de Tremembé. Como mostrou o Estadão, a decisão não agradou aos moradores da cidade, que tem cerca de 22 mil habitantes. O próprio prefeito, Emerson Tanaka (MDB), manifestou-se publicamente contra a medida. Além de Delgatti, também foram transferidos para Potim o ex-jogador de futebol Robinho e o empresário Thiago Brennand.
Procurada, a defesa de Delgatti não se manifestou.
Progressão de pena
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se em dezembro do ano passado de forma favorável ao pedido de progressão de regime prisional de Walter Delgatti Neto.
No parecer enviado ao ministro-relator Alexandre de Moraes, do STF, a PGR informou que, até 2 de julho deste ano, Delgatti havia cumprido um ano, 11 meses e cinco dias de pena, o equivalente a 20% do total. O documento destaca ainda que o atestado de conduta carcerária emitido pela unidade prisional aponta bom comportamento do detento, requisito previsto em lei para a concessão do benefício.
"Além disso, o atestado de conduta carcerária emitido pela unidade prisional atesta que o reeducando Walter Delgatti Neto apresenta bom comportamento carcerário. Dessa forma, estão atendidos os requisitos objetivos e subjetivos exigidos para a progressão de regime prisional", escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A manifestação da PGR foi solicitada por Moraes, responsável pelo processo de execução penal e pela análise do pedido apresentado pela defesa. Não há prazo para decisão.
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