'Eu não vim para cá para ser um Zé Mané', diz Guimarães, novo ministro da articulação política

Ministro terá a missão de garantir unidade na articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso

Estadão Conteúdo
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O novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, admitiu nesta quinta-feira (16) a falta de unidade na articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso. Ele afirmou ter a tarefa de mudar o quadro e construir consensos no dissenso. Guimarães reconheceu que a não unificação das políticas públicas é um dos principais problemas do governo.

Segundo a avaliação de Guimarães, o governo enfrenta muitos "problemas pretéritos" que geram tensão com o Congresso, em especial com o Senado. Uma das suas principais funções será retomar o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Temas importantes estão parados no Senado Federal. Entre eles, destacam-se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, conhecido como Redata, um projeto de autoria do próprio Guimarães.

Indicação de Jorge Messias para o STF

A nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) gerou descontentamento em Davi Alcolumbre. Este fato obrigou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a atrasar o envio da mensagem ao Senado por quase cinco meses após o anúncio da escolha.

A sabatina de Messias no Senado está agendada para o dia 28. O governo ainda não tem segurança de que a sua indicação será aprovada. "Vou conversar com Davi e trabalhar muito para isso", declarou Guimarães, reforçando seu compromisso.

Debate sobre a regulamentação do trabalho por app

Na lista de desafios apontados pelo novo ministro, está a falta de acordo em torno do projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos. Guimarães afirmou, em café da manhã com jornalistas, que a votação dessa matéria deve ser adiada para depois das eleições.

"Por que não votamos o projeto dos aplicativos? Porque não tem acordo sobre nada", argumentou o ministro. Ele ressaltou que as plataformas e os entregadores não concordam com os termos, e a oposição aguarda um "vacilo" do governo.

Guimarães minimiza pesquisas eleitorais

Guimarães minimizou os resultados de pesquisas de intenção de voto que apontam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em empate técnico ou à frente do presidente Lula em um possível segundo turno. "Ele (Flávio) não tem mérito para ser presidente da República. Vai chegar a hora de a onça beber água", previu Guimarães.

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