'Escândalo do Master tem DNA bolsonarista', diz Boulos
Após operação da Polícia Federal contra Ciro Nogueira, ministro afirma que investigação reforça ligação entre aliados de Jair Bolsonaro e o Banco Master
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta quarta-feira (7) que a operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira reforça a ligação do escândalo envolvendo o Banco Master com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, Boulos comentou a quinta fase da Operação Compliance Zero, que teve como alvo o senador após a PF apontar suspeitas de pagamentos mensais feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao parlamentar. Segundo as investigações, os valores chegariam a R$ 300 mil mensais, podendo alcançar R$ 500 mil.
VEJA MAIS
“Eu acho que a operação de hoje é mais uma demonstração de que esse escândalo tem DNA. E o DNA desse escândalo é o bolsonarismo”, disse.
O ministro também associou o caso a integrantes do campo bolsonarista e criticou a atuação de aliados do ex-presidente em torno do banco.
“Eu estou acompanhando pela imprensa, como vocês, a operação da Polícia Federal. E eu acho que reforça uma coisa: os bolsonaristas enchiam a boca para falar do Master. Gente, quem agora tem busca e apreensão e recebia, segundo a PF, mesada de R$ 300 mil do Vorcaro era o senhor Ciro Nogueira”, afirmou.
Boulos ainda citou a rejeição do nome de Jorge Messias em articulações recentes no Senado e afirmou que havia uma tentativa de “enterrar” investigações relacionadas ao banco.
“Quem é o senhor Ciro Nogueira? Foi ministro da Casa Civil do Bolsonaro, operador do Bolsonaro no Congresso. Quem andou no jatinho do Vorcaro? Governadores bolsonaristas. O Cláudio Castro botou dinheiro da previdência dos aposentados do Rio no Master. O Ibaneis queria salvar o Master usando banco público. Então veja: o Master é o ‘BolsoMaster’”, declarou.
Ciro Nogueira
A Polícia Federal (PF) aponta que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu propinas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O parlamentar teria instrumentalizado seu mandato em favor dos interesses do banqueiro no Congresso Nacional, sendo alvo de busca e apreensão.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA