Em nova ação, MPF pede condenação de Hana Ghassan por propaganda antecipada e abuso de autoridade
Vice-governadora já enfrenta uma decisão de remoção de material de campanha antecipado, com o uso de bonés e leques
O Ministério Público Federal (MPF) deu parecer favorável à outra representação eleitoral movida pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) contra a vice-governadora do Pará, Hana Ghassan Tuma, pelo uso ostensivo de bonés, camisetas, faixas, bandeiras e ventarolas estampando o seu rosto durante eventos oficiais do governo do estado. O parecer assinado pelo procurador regional eleitoral Bruno Araújo Soares Valente, na segunda-feira, 26, pediu a condenação da gestora às multas máximas de R$ 25 mil e de R$ 100 mil UFIRs (R$ 496 mil) pelos crimes de propaganda eleitoral antecipada e de abuso de autoridade, inclusive, com efeito, no cancelamento do registro da sua candidatura ou do diploma caso seja eleita, este ano.
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Conforme indicado pela parte acusadora, os materiais em tom de campanha foram distribuídos no ano passado, em três momentos principais: uma ação para mulheres, o Círio de Nazaré e a entrega da ponte de Outeiro. Nas ocasiões, apoiadores da ré usaram os materiais, em uma estratégia descrita como “massificação de imagem”, o que, na avaliação dos autores do processo, fere o princípio de igualdade no pleito.
A representação pede, em caráter liminar, a interrupção imediata da distribuição de materiais e a retirada de conteúdos publicados nas redes sociais. No mérito, solicita a aplicação de multa no patamar máximo previsto em lei e a expedição de ofício ao Ministério Público Eleitoral, para que seja avaliado o ajuizamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder.
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