Deputado pede ao STF investigação de Flávio por influenciar tarifaço dos EUA

A petição foi protocolada nesta terça-feira, 2, na ação em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é réu por coação no curso do processo

Estadão Conteúdo
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O deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja investigado por supostamente atuar nos Estados Unidos pela aplicação de um novo tarifaço contra o Brasil.

A petição foi protocolada nesta terça-feira, 2, na ação em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é réu por coação no curso do processo. Ele é julgado pelo Supremo em uma ação penal pela tentativa de atuar junto a autoridades dos Estados Unidos para coagir a Justiça no julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.

O pedido de Vieira é para que o senador e pré-candidato seja incluído na mesma ação que mira Eduardo. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) já pediu a inclusão de Flávio na investigação após o site The Intercept Brasil revelar que ele negociou com o banqueiro Daniel Vorcaro o financiamento do filme "Dark Horse", sobre a trajetória de Bolsonaro. Os valores foram enviados a um fundo ligado a Eduardo nos EUA. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para financiar a atuação de Eduardo contra autoridades brasileiras. O pedido é analisado neste momento pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

"A presente notícia de fato se impõe em razão de fatos novos e graves que evidenciam a adoção, pelo senador Flávio Bolsonaro, de conduta estruturalmente análoga à que constitui o objeto do presente inquérito: a articulação junto ao governo norte-americano com o fim de exercer pressão política e econômica sobre o Estado brasileiro", afirmou Vieira na petição.

Na madrugada desta terça-feira, 2, o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sugeriu a aplicação de uma tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros, com exceções.

O anúncio foi feito uma semana após o encontro de Flávio com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington na semana passada.

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