Defesa de Bolsonaro diz que arma estava desativada para protegê-lo e que ele mandou consertá-la
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) respondeu aos esclarecimentos solicitados pelo ministro Alexandre de Moraes (STF)
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) respondeu aos esclarecimentos solicitados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a arma do ex-presidente que foi apreendida em uma blitz de trânsito em Brasília na noite desta segunda-feira, 15.
Os advogados confirmaram que o equipamento pertencia a Bolsonaro. Segundo a defesa, o registro da arma está regular no Sistema de Gerenciamento de Armas do Exército (Sigma). Ainda segundo os advogados, como o ex-presidente está sob tratamento de medicamentos que podem "afetar sua cognição", o equipamento foi desativado "sem seu conhecimento prévio".
De acordo a defesa, ao constatar que a arma estava desativada, Bolsonaro solicitou reparos no item ao sargento Estácio Filho. Os advogados do ex-presidente, porém, não esclareceram em quais circunstâncias o ex-presidente constatou o defeito na arma, nem as razões pelas quais o ex-presidente a manuseou.
"A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção", afirmaram os advogados de Bolsonaro.
Sargento parado em blitz
Na noite desta segunda-feira, o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho dirigia um veículo oficial da Presidência da República quando foi parado por uma blitz de trânsito em Taguatinga, no norte de Brasília.
Durante a abordagem, o policial notou a presença de uma pistola no carro. Segundo o policial, ao perceber que a arma havia sido notada, Estácio fechou o vidro de forma "repentina". A pistola foi recolhida, e o militar alegou ter porte autorizado como membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele afirmou ainda que a arma estaria registrada em sua funcional.
O policial, porém, constatou não haver nenhum registro do equipamento em nome de servidor. Estácio, então, admitiu que a pistola pertencia a Jair Bolsonaro. Segundo o sargento, a arma lhe foi entregue horas antes, com a finalidade de realizar um reparo no percussor.
Já o GSI desmente a alegação do militar e informa que Estácio Filho não integra o quadro de servidores da instituição. O segundo-sargento, na verdade, faz parte de uma equipe de assessores que acompanham o ex-presidente após o mandato presidencial. Esses assessores são treinados pelo GSI, mas não integram o gabinete.
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