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CPI do transporte público em Belém deve ficar para 2022

Presidente da Câmara diz que empresas ainda estão "no prazo" para melhorias exigidas

Eduardo Laviano / O Liberal

Os debates sobre criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os serviços que as empresas de transporte público prestam para a população de Belém devem mesmo ficar só para o ano que vem, conforme previsão do presidente da Câmara Municipal da capital, Zeca Pirão (MDB).

Segundo ele, o prazo que a Casa deu para os serviços melhorarem encerra este ano e ele tem escutado informações positivas em relação a infraestrutura de mobilidade urbana da cidade.

"Demos esse prazo e já tive a notícia da chegada de 50 ônibus para aumentar a frota, beneficiando áreas mais afastadas do centro, como Outeiro, Mosqueiro e Icoaraci. Soube que eles estão se movimentando. Se não, a partir do ano que vem o pau come pra cima deles", ele disse para a reportagem. 

Para o vereador Fernando Carneiro (Psol), o tema merece investigação, já que ele considera o problema do transporte público um dos mais graves de Belém. Ele aguarda as decisões da mesa diretora sobre o tema e diz estar disposto a participar da CPI e lembra que o requerimento para tal já conta com mais de 20 assinaturas, ou seja, excede o necessário para a abertura da comissão. 

"A maioria dos municípios brasileiros não tem condições de fazer a gerência e operação do sistema, então transfere ao setor privado essa operação. Mas há muitos problemas nessa operação, principalmente nos últimos dezesseis anos, que perdeu muito em transparência e controle, em gestão da capacidade de gestão do município em relação ao transporte. Então o transporte ficou muito na mão dos empresários que sempre tiveram um controle muito grande sobre as ordens de serviço, sobre as linhas, sobre as áreas e isso tem mudado ainda que paulatinamente nessa gestão", diz.

A Câmara Municipal começou a debater a possibilidade de uma CPI do transporte público em Belém quando as empresas de transporte público da capital paraense solicitaram um aumento na passagem de ônibus, que passaria dos atuais R$ 3,60 para R$ 4,87. 

Desde então, nem a prefeitura nem o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) atualizaram o caso.

A reportagem entrou em contato com a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém, que disse que o pedido ainda está em análise. Já Setransbel não respondeu à equipe de O Liberal até o momento. 

Palavras-chave

Política
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