Condenado por invadir sistemas a mando de Zambelli, hacker retorna ao 'presídio dos famosos'
Delgatti cumpre pena de oito anos e três meses por invadir, em 2023, os sistemas do CNJ
O hacker Walter Delgatti Neto foi transferido de volta, nesta quarta-feira, 14, para a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, conhecida como o “presídio dos famosos”, onde passou a cumprir regime semiaberto. A informação foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) ao Estadão.
Delgatti cumpre pena de oito anos e três meses por invadir, em 2023, os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a mando da ex-deputada Carla Zambelli, atualmente detida na Itália. Na ocasião, o hacker inseriu um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no sistema da Justiça.
O hacker estava preso originalmente em Tremembé, mas havia sido transferido, na semana passada, para a unidade prisional de Potim (SP), no Vale do Paraíba, dentro de uma reorganização do sistema penitenciário paulista que esvaziou parcialmente o chamado “presídio dos famosos”.
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Progressão de regime
Moraes autorizou Delgatti a progredir do regime fechado para o regime semiaberto no cumprimento da pena. O ministro havia determinado que o hacker deveria ser transferido para uma colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar, unidades destinadas ao cumprimento de pena em regime semiaberto, voltadas à realização de trabalho pelo condenado. Nesta quarta-feira, a secretaria confirmou a ida dele para o “presídio dos famosos”, em Tremembé.
Moraes destacou que Delgatti apresenta bom comportamento carcerário, conforme atestados emitidos pelas unidades prisionais e manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou favoravelmente ao pedido em dezembro.
O mesmo bom comportamento pode fazer com que Delgatti tenha a pena reduzida. A defesa do hacker solicitou, nesta quarta-feira, ao STF a redução da pena com base no decreto que regulamenta o indulto natalino assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em dezembro do ano passado.
Conforme o decreto, aqueles que não se enquadram nas hipóteses de perdão total podem ter as penas reduzidas, por meio da chamada comutação. A conduta regular no presídio, sem punições disciplinares ou registros de indisciplina no último ano, é uma das exigências para a redução da pena.
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