Caso seja reeleito em 2022, Helder Barbalho promete investimentos em hidrovias, rodovias e ferrovias

Segundo ele, a produção local precisa estar associada ao seu escoamento, para tornar o Pará mais competitivo

Elisa Vaz

Candidato à reeleição no governo do Pará, Helder Barbalho defende o aumento do potencial logístico no Estado, conforme destacou durante entrevista ao Grupo Liberal na manhã desta quinta-feira (29). Segundo ele, a produção local precisa estar associada ao seu escoamento, para tornar o Pará mais competitivo. Em um eventual segundo governo seu, caso seja eleito no pleito deste ano, o candidato pretende investir nos modais hidroviário, rodoviário e ferroviário.

Em relação às hidrovias, ele disse que é preciso fortalecer a iniciativa, como as hidrovias do Tapajós e do Tocantins, além da obra de derrocamento do Pedral do Lourenço, para escoar a produção de Marabá e fazer conexão com o Porto de Barcarena, por exemplo. "Quando falo de hidrovia, seja no uso para carga ou passageiro, entregamos 16 terminais hidroviários em todas as regiões do Estado, destacando Santarém, que tem o terminal mais belo e moderno do Brasil. Estão em obra mais 18 terminais em todas as regiões, com destaque para o Marajó, o Baixo Tocantins e o Baixo Amazonas. No próximo governo queremos construir mais 20 terminais, garantindo acessibilidade e respeito a quem usa os rios como ruas", enfatizou Helder Barbalho.

No modal rodoviário, ele acredita que a necessidade maior é o investimento em pavimentação. O governador destacou que, em seu governo, que iniciou em 2019, foram pavimentados 1.500 quilômetros de estradas, o que significa um total de 13 novas estradas pavimentadas. Também estão em obras mais 33 estradas, que estão recebendo asfalto. "Vamos dar incremento, virando a chave para o Estado chegar a 60% da malha estradal pavimentada, para que no próximo governo possamos assegurar mais 3.000 km, sendo 2.000 de estradas e 1.000 de vias urbanas".

Sobre a PA-150, Barbalho defendeu uma possível concessão da rodovia. Segundo ele, esse mecanismo pode potencializar a capacidade de investimentos no Estado. "A PA-150 dispende do Estado de R$ 80 a R$ 100 milhões por ano na sua manutenção. Quem deteriora a PA-150 são as mineradoras, com cargas extremamente pesadas", ressaltou. Por isso ele acha importante discutir uma modelagem que possa assegurar o processo de concessão sem que isso represente o pagamento de pedágio para moradores do Estado em pequenas distâncias.

Já falando de ferrovias, o candidato à reeleição diz que é preciso garantir a conexão por meio ferroviário do porto de Vila do Conde, principal do Arco Norte do Brasil, com a ferrovia Norte-Sul. Segundo ele, já foi discutida a permissão de uma conexão inicial dos primeiros 500 km, para integrar a ferrovia Carajás - que sai de Parauapebas, ligando com o porto de Itaqui, no Maranhão, e integra a Norte-Sul - ao porto de Vila do Conde. Porém, ele ressaltou que a obra não será pública porque o Estado "não tem capacidade de execução". Seria uma obra privada, em que o Estado terá participação na articulação de quem serão os investidores.

"Fizemos um memorando de investimento, assinado em 2019, para viabilização do projeto, fazer processo de análise, estudo de área e ambiental, desapropriação de área e outras fases. O estudo foi feito, o processo de licenciamento já está na Secretaria do Estado, e a partir daí podemos fazer um consórcio para a companhia e a Vale aportem recursos para a construção. A previsão é de que se iniciem em 2023 as obras da ferrovia do eixo Marabá até o porto de Vila do Conde", disse.

Após isso, Helder adiantou que será discutida a viabilidade de levar a ferrovia até o extremo sul do Pará, onde, segundo ele, "a pujança do agronegócio tem crescido". "É importante garantir a verticalização da mineração, e não continuar com a ideia de exportar sem verticalizar. Conseguimos o consorciamento da Sinobras com a Vale, que permite já iniciar as obras do polo siderúrgico para a verticalização do minério. Estamos assistindo e provocando o governo federal sobre a Ferrogrão no extremo oeste do Estado, na integração entre o Mato Grosso e Miritituba. Mas está paralisado no STF", comentou

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