Caminhoneiros se reúnem com órgãos de trânsito e conseguem avanço

Criação de pátio de triagem vai dar mais segurança em horários que veículos não podem entrar em Belém

Elisa Vaz/Redação Integrada

A manhã desta segunda-feira (11) começou movimentada na capital paraense. Caminhoneiros autônomos se reuniram com a Secretaria de Estado de Transportes (Setran) e com o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) para discutir o decreto que restringe a circulação de caminhões na BR-316, publicado no dia 1º de fevereiro no Diário Oficial.

Duas reivindicações solicitadas pela categoria dos caminhoneiros foram apresentadas e atendidas durante o encontro. No entanto, a restrição continua ao menos até a próxima segunda-feira (18), data da próxima reunião com os representantes do governo do Estado. Será às 10h, na sede do Detran.

Uma das demandas aprovadas está relacionada ao pátio de triagem, que será disponibilizado pelo governo aos caminhoneiros. Agora, o espaço será localizado no km 20 da BR-316. Prevista para ser finalizada em 60 dias, a estrutura servirá de estacionamento aos veículos pesados que chegarem à capital de segunda a sábado, das 7h às 10h e das 17h às 21h, período em que os veículos pesados não podem entrar em Belém para descarregar mercadorias.

Segundo o caminhoneiro Sebastião Martins, membro da comissão que representa a categoria, uma das vantagens do pátio é que os trabalhadores terão mais segurança, já que um posto policial será instalado no local e contará com atuação do Detran e da Polícia Militar. Já a segunda reivindicação atendida é referente à criação de uma comissão permanente, que irá acompanhar todo trabalho e ações de fluxo durante as obras de requalificação da rodovia.

"O encontro foi um passo muito importante, até porque o governo olhou pelo nosso lado. Ainda não foi atendida a solicitação sobre redução de multas a caminhões, e a restrição continua, mas estamos reivindicando que seja liberado algum trecho, como a avenida Independência. Tudo isso nos pegou de surpresa, é importante que, pelo menos, deixem nos prepararmos, porque teremos prejuízos", contou Sebastião.

Quanto às obras, o caminhoneiro disse que a categoria "está preocupada, pois sabemos que vai ser boa para toda a população, mas o impacto não deixa de ser grande. Temos certeza de que a obra da BR-316 vai ser diferente do BRT municipal, que já pendura por 12 anos", disse.

O diretor do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), Eduardo Ribeiro, explicou sobre o andamento das obras de requalificação da BR-316, enquanto o diretor geral do Detran, João Guilherme Macedo, afirmou que os pedidos da categoria de veículos pesados têm sido atendidos, mas que ainda falta fazer contato com dois representantes - da  Secretaria Municipal de Transportes de Ananindeua (Semutran) e da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), responsáveis pelo trânsito nos municípios.

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