Bolsonaro acusa 'gabinete do ódio' da esquerda no caso Choquei e sugere impeachment de Lula
Segundo o texto divulgado pelo ex-presidente, a empresa Mind8, que agencia diversos influenciadores digitais, agiu irregularmente para promover a candidatura de Lula

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizou seu canal no X (antigo Twitter) para compartilhar um texto que aponta a existência de um suposto "gabinete do ódio" vinculado à esquerda, alegando sua influência ilegal nas eleições de 2022. O material sugere que essa situação poderia resultar no impeachment do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou na cassação da chapa formada pelo petista e Geraldo Alckmin (PSB).
Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Bolsonaro agradeceu àqueles que buscam soluções para o país e afirmou que "do nada as coisas vão acontecendo". O texto, não de autoria do ex-presidente e assinado por Monica Cury, aborda a investigação sobre a morte de Jéssica Vitória Canedo, vinculando-se ao suicídio da jovem após ser alvo de notícias falsas relacionadas ao humorista Whindersson Nunes.
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O material acusa a empresa Mind8, que agencia diversos influenciadores digitais, de agir irregularmente para promover a candidatura de Lula nas eleições de 2022. Utilizando apelidos para se referir aos envolvidos, o texto aponta Lula como "Dilmo", Alckmin como "Chuchu", o Supremo Tribunal Federal (STF) como "Corte dos cavaleiros do apocalipse" e o ministro Alexandre de Moraes como "cavaleiro desprovido de cabelo".
Ao mencionar um vídeo do influencer Daniel Penin, o texto destaca que a influência dos perfis vinculados à Mind8 possibilita à empresa, comandada por Fátima Pissarra e a cantora Preta Gil, "cancelar e descancelar pessoas, impulsionar ou destruir reputações, visando lucro e interesses políticos". Alega ainda que a empresa, supostamente ligada ao governo Lula, pode ter manipulado as eleições de 2022, cometendo crimes eleitorais com celebridades do país.
A Mynd8 publicou nesta quinta-feira um comunicado negando vínculo com o perfil Choquei e afirma ainda: "Cuidamos exclusivamente da intermediação de venda de publicidade em perfis nas redes sociais e não participamos em nenhum momento da definição do conteúdo pessoal postado nos perfis dos criadores que atendemos".
No vídeo gravado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, Bolsonaro pede aos seus apoiadores que compartilhem o material. O texto conclui destacando que "amanhã será outro dia, está trovejando e eu acho que vai chover".
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