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Belemenses se dividem entre apoiar ou não o uso das máscaras em locais abertos

Tanto jovens como adultos ainda se questionam se o momento atual é mais apropriado para relaxar com as medidas de prevenção

Natália Mello

A Praça da República, em Belém, local bastante procurado aos domingos por pessoas de todas as idades, recebeu neste, em que se celebra a Páscoa (17/04), um grande número de visitantes logo cedo. O público que circulou nos dois quarteirões ocupados pela tradicional feira de artesanato e variedades já começou a refletir uma mudança de comportamento no que se refere ao uso da máscara de proteção contra a covid-19. Muitas pessoas decidiram deixar o acessório de lado, enquanto outras fizeram questão de manter as medidas de segurança.

A reportagem de OLiberal.com conversou com vários frequentadores da praça para saber como as pessoas estão encarando esse momento em que várias capitais do País anunciam o relaxamento das normas de proteção. As pessoas ouvidas se mostraram divididas entre concordar ou não com a liberação do uso do acessório em locais abertos, como é o caso da praça.

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A empresária Socorro Lobato, de 63 anos, estava acompanhada do marido, o médico José Maria, 69, e ambos usavam a máscara durante o passeio. Por mais que avalie o momento atual como mais tranquilo em relação a fases anteriores da pandemia, ela declarou que prefere continuar usando o acessório porque acredita que o cenário ainda exige um pouco mais de cuidado.

“As pessoas já estavam sem usar máscara, né? Agora só oficializou, mas acho que ainda não era o momento. Precisamos ouvir os especialistas que se dedicam a estudar o vírus, e já fazem isso há pelo menos 10 anos, que afirmam que precisamos ter cautela, mesmo ao ar livre. Na minha loja eu não deixo entrar sem máscara. Eu peguei covid e já tinha tomado as três doses, imagina”, argumentou a empresária Socorro. O marido, José Maria, mantém o rigor com todas as práticas de higiene. “Toda a classe (médica) pegou. Trabalho em clínica e tenho que usar, até para proteger os demais, por isso exijo que todos entrem no consultório de máscara. Me lavo antes de entrar em casa, troco de roupa, lavo sempre as mãos...”, relatou.

A profissional de multimídia Juliana Fernandes, de 34 anos, disse que também não se sente segura para ficar sem a máscara em ambientes onde a circulação de pessoas é muito intensa, como é o caso da Praça da República. “Durante todo o período da pandemia sempre fomos muito precavidos, eu e ele (o marido). Confesso que ainda não me sinto segura, para mim o uso da máscara é algo que devo manter, especialmente em uma cidade como Belém, que tem mudanças constantes de clima e onde é fácil ficar resfriado. Então mesmo em ambiente aberto, não me sinto segura, mas claro, se vou a um restaurante eu tiro”, afirma.

Assim como ela, o marido, o biólogo Leonardo Miranda, de 35 anos, também não dispensou o uso da sua (máscara) e reforçou que os dois não deixam de sair, mas, sempre atentos aos cuidados preventivos. E que boa parte dessa preocupação decorre justamente da falta de preocupação das pessoas que insistem em não usar o acessório quando estão resfriadas, por exemplo. “Acho que essa é uma responsabilidade que se deve ter não apenas pelo nosso bem-estar, mas, também pela segurança do outro. Se me sinto gripado, resfriado, estou tossindo ou espirrando, vou usar para evitar contaminar outras pessoas. Mas a gente acaba usando porque os outros não fazem isso e não dá pra confiar que todos vão respeitar essa regra”, declarou.

A arquiteta Vitória Vilhena, de 23 anos, afirma que ainda devem ser tomados alguns cuidados, e observa que Belém foi a última capital a liberar o uso da máscara em locais abertos. “Aqui as pessoas ainda usam um pouco, mas aí pra fora é pior. Quando liberam ninguém usa”. A auditora Samara Braga, de 22 anos, amiga de Vitória, também concorda que a capital paraense demorou para aderir ao relaxamento. “Foi a única capital que demorou tanto para liberar. Achei um pouco cedo, mas era a decisão esperada. Em espaços abertos eu até fico sem máscara, mas em shoppings, elevadores e outros locais por onde muita gente circula não me sinto à vontade”, disse.

O funcionário público Cícero Rodrigues, 28 anos, é outro que acha o momento ainda incerto para liberar o uso da máscara. “Acredito que alguns locais devam continuar exigindo o uso da proteção, como as academias, por exemplo. Mas em espaços abertos, como as praças, por haver um grande número de pessoas já imunizadas dá pra ter mais liberdade. Inclusive, só estou sem máscara aqui porque estava tomando um café e esqueci de colocar. Mas acho que o momento ainda é de observação”, finalizou.

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