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‘A luta não pode parar’: Beatriz Moreira retorna a Belém após flotilha interceptada por Israel

Ativista paraense do MAB e do MAR desembarcou nesta quinta-feira (28) na capital paraense após participar de missão humanitária rumo a Gaza; ela foi recebida com apoio da comunidade local

Maycon Marte
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A ativista paraense Beatriz Moreira de Oliveira, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento de Afetados por Represas (MAR), chegou a Belém nesta quinta-feira (28), após participar da flotilha humanitária interceptada por Israel quando seguia em direção à Faixa de Gaza. Em sua chegada à capital paraense, Beatriz afirmou estar emocionada com o retorno para casa, mas ressaltou que a mobilização em defesa do povo palestino precisa continuar.

Recebida por apoiadores e integrantes de movimentos sociais, Beatriz destacou o significado simbólico do retorno ao Pará e associou sua chegada à proteção de Nossa Senhora de Nazaré.

image Recebida por apoiadores e integrantes de movimentos sociais, Beatriz destacou o significado simbólico do retorno ao Pará e associou sua chegada à proteção de Nossa Senhora de Nazaré. (Foto: Igor Mota)

“Hoje volto pra casa com as bênçãos de Nazinha (Nossa Senhora de Nazaré). Muitos de nós participaram dessa missão. Foi a maior missão humanitária com caráter de furar o cerco ilegal imposto pela entidade sionista de Israel sobre a Palestina”, declarou a ativista.

A paraense participou da missão internacional que buscava levar ajuda humanitária à população palestina em Gaza, em meio ao agravamento da crise humanitária na região. A embarcação da qual fazia parte foi interceptada por forças israelenses antes de alcançar o destino.

image (Foto: Igor Mota)

“O trabalho de verdade começa”

Apesar do retorno ao Brasil, Beatriz afirmou que o episódio reforçou a necessidade de manter a pressão internacional e chamou atenção para pessoas que, segundo ela, permanecem sob custódia.

“Nós voltamos pra casa também. Mas a luta não pode parar porque há muitos de nós que ainda estão sob custódia. Só na Palestina histórica temos cerca de 9.500 pessoas presas, mantidas sob prisão. Dessas 9.500, 400 são crianças”, disse.

image Beatriz Moreira. (Foto: Igor Mota)

Ao desembarcar em Belém, a ativista ressaltou a importância do acolhimento recebido no Pará e afirmou que pretende continuar atuando na causa a partir do território paraense.

“Agora que a gente desce e desembarca em casa é a hora que o trabalho de verdade começa. Muito feliz de ser recebida em casa, ser recebida pela comunidade paraense sabendo que daqui em diante a gente manifesta nossa luta no nosso território”, afirmou Beatriz.

A chegada da ativista ocorre após dias de mobilização e repercussão internacional envolvendo a flotilha humanitária e os participantes da missão, que denunciavam o bloqueio imposto à Faixa de Gaza e buscavam ampliar a pressão por ajuda humanitária à população palestina.

 

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