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Promotoria Militar investiga participação de PMs na morte de pedreiro no Guamá

O homem teria sido alvejado no peito após reagir a uma abordagem da PM, que invadiu a casa dele na tentativa de encontrar suspeitos de participação em um assalto

O Liberal
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A Promotoria de Justiça Militar do Pará informou, nesta terça-feira (6), que determinou à Corregedoria da Polícia Militar do Estado a instauração de inquérito para apurar a participação de agentes da corporação na morte do pedreiro Rosinaldo Ferreira da Silva, de 56 anos, na última sexta-feira (2). A vítima teria sido alvejada no peito após reagir a uma abordagem da PM, que invadiu a casa onde ele morava, no bairro do Guamá, na tentativa de encontrar suspeitos de participação em um assalto. A Promotoria disse, ainda, que, após a identificação dos policiais envolvidos, solicitará o afastamento dos militares do policiamento de rua.

Nesta terça, familiares da vítima foram ouvidos pela Promotoria de Justiça Militar e relataram que a abordagem ocorreu logo após a chegada do filho de Rosinaldo à casa. O jovem foi acusado pelos policiais de ter cometido um assalto e foi chamado para ser reconhecido pelos agentes, mas negou a participação no crime. Neste momento, o pedreiro também chegou e teria perguntado o que estava acontecendo, quando houve uma discussão entre ele e os policiais.

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Após a discussão, Rosinaldo subiu na laje da casa para chamar atenção dos policiais, momento em que foi alvejado no peito por um dos agentes e caiu desacordado. A ação foi registrada em vídeos pelos familiares. No momento da abordagem, estavam na casa, além da vítima, os filhos, a mulher e três crianças, de 5 e 6 anos, e um bebê de colo. 

À Promotoria, os familiares afirmaram, ainda, que os policiais não prestaram socorro à vítima. Rosinaldo chegou a ser encaminhado para o Hospital de Pronto Socorro do Guamá Dr. Humberto Maradei Pereira, mas não resistiu. Um boletim de ocorrência foi registrado e a vítima também passou pelo exame de corpo de delito. 

A Redação Integrada de O Liberal solicitou à Polícia Militar esclarecimentos sobre o caso e sobre a identificação dos policiais envolvidos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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