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Polícia Civil do Pará prende cinco pessoas suspeitas de aplicarem golpe do 'falso advogado'

Segundo a polícia, o dinheiro obtido pela organização era usado para financiar atividades criminosas de uma facção local na Região Metropolitana de Fortaleza

O Liberal
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A Polícia Civil do Pará prendeu cinco pessoas na sexta-feira (27/3), nos municípios cearenses de Guaiúba e Pacatuba, durante a operação “Falso Patrono”, suspeitas de praticarem o golpe do falso advogado. De acordo com a PC, o grupo entrava em contato com vítimas por meio de aplicativos de mensagens, utilizando fotos de perfil de advogados reais, informando sobre uma suposta liberação de alvarás judiciais e convencendo as vítimas a pagarem antecipadamente despesas extras para liberar os valores.

Ainda segundo a polícia, o dinheiro obtido pela organização era usado para financiar atividades criminosas de uma facção local na Região Metropolitana de Fortaleza.

Segundo o delegado João Amorim, titular da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCEP), um dos casos foi formalizado em fevereiro de 2025, quando a vítima sofreu um prejuízo de aproximadamente R$ 10 mil.

“Durante as investigações, constatamos que outros casos semelhantes também foram registrados nos estados do Amazonas, Amapá, Rio de Janeiro e Bahia, envolvendo esta mesma associação criminosa de caráter interestadual, cujos valores somados revelam um prejuízo considerável para as vítimas”, explicou

Com o avanço da investigação, a Polícia Civil constatou que o esquema era operado por uma célula familiar baseada nos municípios de Guaiúba e Pacatuba, no Ceará. Os principais alvos e suas funções na engrenagem criminosa incluíam um núcleo de coordenação, de “laranjas”, de suporte logístico e digital e um operador técnico.

“Chegamos aos investigados por meio de uma minuciosa análise telemática que rastreou endereços de IPs, registros digitais bancários e uso de e-mails de recuperação compartilhados entre os envolvidos. Dessa forma, constatou-se que o grupo operava de forma coordenada, possivelmente com divisão de tarefas para dificultar o rastreio do dinheiro”, continuou o delegado João Amorim.

Segundo o titular da DECCEP, além das prisões, foram realizadas buscas nos imóveis visando coletar novos dispositivos eletrônicos que possam detalhar a extensão do esquema e identificar outras vítimas. “Os recursos obtidos pelas fraudes sustentavam os conflitos territoriais para grupos criminosos responsáveis por homicídios e tráficos de drogas na Região Metropolitana de Fortaleza”, finalizou o delegado.

A operação cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão, expedidos pelo juiz da Vara das Garantias da Região Metropolitana de Belém. Os cinco suspeitos presos já se encontram à disposição da Justiça e deverão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa, sem prejuízo de outras tipificações relacionadas ao crime organizado.

As diligências seguem em andamento para localizar um integrante do grupo criminoso que ainda não foi capturado.

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