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PF autua clube e empresa de vigilância por irregularidade na segurança no Mangueirão

Projeto de segurança de partida no estádio do Mangueirão não atendia às exigências da regulamentação

O Liberal
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A Polícia Federal (PF) autuou, neste domingo (6/9), um clube de futebol e a empresa de vigilância contratada, por inconsistências no plano de segurança para uma partida realizada no estádio do Mangueirão, na capital paraense. A instituição é responsável pelo controle e pela fiscalização das empresas e dos profissionais que atuam no setor de segurança privada.

O projeto de segurança para grandes eventos, exigido pelo Estatuto da Segurança Privada, não estava aprovado pela PF, após ser apresentado de forma incompleta e fora do prazo estabelecido. De acordo com a Polícia Federal, havia vigilantes sem curso de extensão de eventos sociais.

Uma equipe da PF esteve no estádio na manhã deste domingo e realizou nova fiscalização antes e durante a partida. Caso sejam identificadas outras irregularidades, poderão ser realizadas novas autuações. Até o fim da tarde de domingo, a PF não havia informado se foram encontradas novas ilegalidades.

Fiscalização

Desde a entrada em vigor do novo Estatuto, em setembro de 2024, a Polícia Federal no Pará realizou reuniões, eventos, visitas técnicas e ações de orientação com clubes, órgãos de segurança e demais envolvidos na realização de grandes eventos.

A partir da entrada em vigor da Instrução Normativa DG/PF nº 340, de 31 de julho de 2026, as irregularidades constatadas nas fiscalizações passaram a ser objeto de autuação, sujeita às medidas previstas na regulamentação.

Entre as exigências estão a comunicação à Polícia Federal, com antecedência mínima de 24 horas, dos eventos que contarão com segurança privada, com informações sobre os vigilantes e o público estimado. Para eventos sociais com público superior a mil pessoas, também é exigida a apresentação de projeto de segurança assinado por gestor de segurança pública, contendo, entre outros itens, análise de risco e plano de contingência.

A presença de profissionais de apoio ou orientadores é permitida, mas esses profissionais não podem exercer atividades exclusivas de vigilantes, como a revista pessoal.

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