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Naufrágio na Ilha de Cotijuba: 'Vamos capturá-lo', afirma delegado-geral sobre piloto da lancha

A Polícia Civil, a pedido da defesa de Marcos de Souza Oliveira, aguardava o depoimento nesta terça. Como ele não compareceu, a PC já não o espera mais.

Saul Anjos

Como o comandante da lancha "Dona Lourdes II", que naufragou no último dia 8, não se entregou às autoridades como previsto, a Polícia Civil do Pará agora o trata como foragido e garante que ele será capturado. "A gente não está contando mais com essa apresentação. Nós estamos em diligência (...) e vamos capturá-lo onde ele estiver. Ele será preso", garantiu o delegado-geral, Walter Resende, em entrevista coletiva nesta terça-feira (13), dia em que o foragido afirmou que compareceria à Delegacia Geral, em Belém.

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"Foi uma prisão decretada em 48 horas, muito rápido. O principal crime pelo qual ele é investigado é o homicídio, com dolo eventual, pois ele estava responsável pela condução daquelas pessoas e numa embarcação totalmente irregular. Não é a primeira vez que ele faz isso. Em outras oportunidades, ele fez a mesma coisa", reiterou Resende.

Dois dias antes do naufrágio que vitimou ao menos 22 pessoas, Marcos havia sido notificado pelas irregularidades na lancha "Dona Lourdes II", que é da irmã dele, que cedeu para a empresa da mãe deles, Meire Ferreira Oliveira. Duas embarcações do suspeito foragido já haviam sido apreendidas por irregularidades constatadas pela Marinha do Brasil e pela Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA). A defesa dele garante que a embarcação que resultou no acidente estava em "processo de regularização".

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Meire acabou comparecendo à Delegacia Geral, diferente de Marcos, que era realmente esperado, já que o advogado dele, Dorivaldo Belém, havia afirmado que ele se apresentaria por orientação. Para o delegado-geral, a apresentação da mãe dele poderá ajudar nas investigações que, segundo Resende, já comprovam a culpa do comandante da embarcação.

Polícia
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