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Militar vítima de afogamento foi sepultado nesta segunda-feira (18), em Marabá

A família do militar contesta a versão das autoridades de que Henrique, como era chamado, teria se afogado ao tentar salvar adolescentes que tentavam atravessar o rio a nado

Tay Marquioro

O corpo do militar Maickson Henrique da Silva Moura Fé, de 21 anos, morto por afogamento no último sábado (16), em Marabá, sudeste do Pará, foi sepultado na manhã desta segunda-feira (18) sob protesto de parentes. A família do militar contesta a versão das autoridades de que Henrique, como era chamado, teria se afogado ao tentar salvar adolescentes que tentavam atravessar o rio a nado.

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“O Henrique estava com a mãe, a tia e mais dois primos, tomando banho em uma área um pouco afastada e a correnteza levou ele. Ele chegou a pedir socorro, mas as pessoas pensaram até que estava brincando”, conta Nilson Santos, tio do jovem.

“Foi quando o primo dele pulou na água para tentar ajudar. Ele ainda chegou a segurar o Henrique pela camisa, mas, com a correnteza muito forte, não conseguiu tirar ele da água”, lamenta.

Outra informação que a família refuta é de que o corpo teria sido encontrado pelas equipes de busca do Corpo de Bombeiros. “Os bombeiros vieram, trouxeram salva vidas, mas disseram que não podiam fazer nada, pois não tinham equipamento de mergulho. Disseram que tinham acionado uma equipe de Belém para começar as buscas”, relata Nilson. Ainda de acordo com o tio da vítima, o Corpo de Bombeiros era aguardado nas primeiras horas da manhã de domingo.

No entanto, a equipe sequer chegou ao local, dando como justificativa o trânsito na Rodovia BR-230, a Transamazônica, prejudicado pela realização da cavalgada ruralista do município. “Então começamos a procurar nós mesmos, com a ajuda do pessoal do Exército, já por volta das 9 horas da manhã”, lembra Nilson. A informação repassada pelo Corpo de Bombeiros era de que a corporação havia iniciado as buscas pelo corpo às 6 horas de domingo.

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No local do acidente, um balneário muito procurado no núcleo São Félix, o clima ainda é de choque e, segundo frequentadores da área, o pouco movimento da manhã desta segunda-feira (18) contrasta com o grande fluxo de pessoas e veículos que costuma vir ao lugar durante os finais de semana. O aposentado Elisafan Reis da Costa foi um dos que testemunhou as cenas de desespero que sucederam o afogamento de Henrique e chama atenção para um detalhe importante. “Em outros anos, a gente via alguns salva vidas por aqui. Mas esse já é o terceiro final de semana das férias e, até o momento, não temos essa segurança. No momento em que o rapaz sumiu, por exemplo, não tinha um salva vidas sequer na nossa praia”, afirma.

No local do acidente, um balneário muito procurado no núcleo São Félix, o clima ainda é de choque (Reprodução/ Redes Sociais)

A reportagem contatou a Assessoria do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta.

Polícia
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