Um laudo emitido pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC) confirmou que o motorista Allan Henrique das Chagas Rocha, envolvido no acidente no bairro de Nazaré, em Belém, que matou mãe e filha, não possuía nenhum vestígio de álcool no sangue. O Grupo Liberal teve acesso ao documento na manhã desta quarta-feira (6), por meio de uma fonte do sistema de segurança. O rapaz foi solto na terça (5) e vai responder ao processo em liberdade.
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De acordo com o laudo, na manhã do dia 26, algumas horas depois do acidente, foram colhidos cerca de quatro mililitros do sangue de Allan. O condutor estava internado em estado grave no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua.
Menos de uma semana depois, no dia 1º de setembro, a perícia foi realizada, a pedido do delegado da Polícia Civil Everaldo Dias Negrão Junior. O resultado do exame confirmou que Allan não havia ingerido bebida alcoólica quando se envolveu no acidente que vitimou Renata Corrêa Bezerra e a filha, Maria Luiza Corrêa Torres, de apenas dois anos.
Prisão revogada
O juiz da Titular da 1ª Vara de Inquéritos Policiais e Medidas Cautelares de Belém, Heyder Tavares da Silva, acolheu manifestação do Ministério Público para revogar a prisão preventiva de Allan Rocha, no último dia 4 de outubro. O réu é acusado da suposta prática do crime de homicídio doloso por motivo fútil (art. 121, §2º, II, do CP.).
Relembre o caso
Duas pessoas morreram em um grave acidente ocorrido na madrugada de quinta-feira, 26 de agosto, no cruzamento entre as avenidas Nazaré e Generalíssimo Deodoro, em Belém. Uma das vítimas foi a pequena Maria Luiza Corrêa Torres, de dois anos, e a outra foi a mãe dela, Renata Corrêa Bezerra. O pai da criança, Leandro Nascimento Torres, que dirigia um dos veículos, ficou gravemente ferido, assim como o condutor do outro automóvel, Allan Rocha.
A Polícia Militar informou que os dois veículos estavam em alta velocidade, quando os motoristas perderam o controle dos automóveis e se chocaram lateralmente. Três ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e uma de resgate do Corpo de Bombeiros foram acionadas para a retirada das vítimas que ficaram presas nos carros, que ainda atingiram uma árvore na calçada, em frente à sede do Clube do Remo.
