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Desembargadora diz que cantor paraense tinha 'modus operandi' nos estupros contra as filhas

A fala da magistrada ocorreu na quinta-feira (26/3), durante sessão da 1ª Turma de Direito Penal, que analisou e negou recursos requiridos pela defesa do réu

O Liberal
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A desembargadora Rosi Maria Gomes de Farias disse na quinta-feira (26/3) que o cantor paraense Bruno Mafra, conhecido no cenário do tecnobrega pela atuação na banda ‘Bruno e Trio’, tinha um modus operandi nos estupros praticados contra as duas filhas dele. A fala da magistrada ocorreu durante sessão da 1ª Turma de Direito Penal, que analisou e negou recursos requiridos pela defesa do réu. Com isso, a Justiça do Pará manteve a condenação de 30 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão em regime inicial fechado de Mafra. Ainda cabe recurso.

De acordo com a desembargadora, a materialidade e a autoria delitiva encontram-se “amplamente comprovadas pelo conjunto probatório produzido nos autos”. Ela destacou que os depoimentos das vítimas são firmes, coerentes, detalhados e convergentes, descrevendo “múltiplos episódios de abusos sexuais praticados pelo acusado que se aproveitou da relação de confiança e da autoridade decorrente da figura paterna para cometer os crimes”.

“As vítimas relataram de forma independente e consistente episódios decorridos em ambientes controlados pelo réu, com modus operandi semelhante, caracterizado por isolamento, pedidos de segredo, manipulação psicológica, exibição de material pornográfico, toques íntimos e atos libidinosos, inclusive sexo oral”, disse a magistrada.

Segundo o processo, as denúncias vieram à tona em 2019, quando as vítimas, já adultas, relataram que sofreram abusos durante a infância. Os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2011, em Belém, quando elas tinham menos de 14 anos. De acordo com o Ministério Público, os atos libidinosos aconteceram de forma repetida, em diferentes locais, incluindo a residência da família e um veículo.

Nota da defesa

Em nota, a defesa do cantor, representada pelo escritório Filipe Silveira, afirmou que o processo ainda não teve decisão definitiva e que irá recorrer. Veja a nota na íntegra:

“O escritório Filipe Silveira | Advocacia, responsável pela defesa técnica, informa que o processo judicial ainda se encontra em curso, inexistindo, até o presente momento, decisão definitiva. Serão adotadas as medidas recursais cabíveis, uma vez que a defesa sustenta a existência de relevantes violações ao devido processo legal, com potencial comprometimento da validade jurídica dos atos processuais e da própria decisão proferida. 

A defesa técnica também registra preocupação com a divulgação de informações relacionadas a processo que tramita sob sigilo, circunstância que, em tese, exige rigorosa observância das restrições legais de acesso e divulgação, tanto para a preservação da regularidade processual quanto para a proteção dos direitos das partes envolvidas”, declarou a defesa do cantor.

O caso segue em tramitação na Justiça.

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