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Corregedoria afasta tenente da PM por suspeita efetuar disparo que matou soldado em Cametá

Segundo o promotor Armando Brasil, o laudo pericial apontou que o projétil que atingiu a vítima teria saído de uma pistola de calibre .40, armamento utilizado pela polícia

O Liberal
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O 2º tenente Castro, da Polícia Militar, foi afastado pela corregedoria da corporação, na última sexta-feira (23), pela suspeita de ter efetuado o tiro que matou o colega de farda, soldado Edileno Américo Viana, de 36 anos. A vítima, lotada no 32º Batalhão de Polícia Militar (32º BPM) e que trabalhava junto com o outro militar afastado, foi baleada na cabeça e morto, na tarde de terça-feira (20), em Cametá, no nordeste do Pará.

Quando o caso foi noticiado, a primeira versão era de que Américo tinha sido morto por dois homens, identificados como Erasmo Rodrigues Ribeiro e Reginaldo Santos Soares, enquanto atendia a ocorrência de assalto na orla da cidade. Entretanto, o inquérito policial militar que apura o ocorrido teve uma reviravolta. Isso porque, segundo o Promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, o laudo pericial apontou que o projétil que atingiu Edileno teria saído de uma pistola de calibre .40, armamento utilizado pela polícia. O que dá a entender que o soldado foi morto por “fogo amigo”.

“Vários militares do batalhão da PM de Cametá me relataram que o tiro que atingiu o Sd Américo partiu da arma do tenente Castro, que estava no comando da operação”, explicou Armando Brasil.

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Um áudio atribuído a um policial militar dá mais detalhes do que supostamente aconteceu nesse dia. “O Américo foi numa pontezinha que tem lá (Cametá) e passou na frente para olhar os caras (Erasmo e Reginaldo) lá no rio. Ele (Edileno) já tinha feito a varredura da área. Foi a hora que teve um único disparo. As testemunhas dizem que só escutaram um disparo e falam que na hora que o tenente (Castro) atirou o Américo caiu no mesmo instante”, diz.

Ainda conforme o que é relatado no áudio, o tenente Castro teria o “hábito de ficar apontando a arma e fazendo graça” e que ficava “alterado do nada”. “Ele (tenente Castro) não era uma má pessoa fora do serviço. Mas no serviço era difícil lidar com ele. Do nada ele atirava para o meio do mato, no rio, em direção de cachorro. Situação escrota. A gente jamais queria perder um amigo, ainda mais pela mão da própria polícia. Imprudente”, conta o militar, não identificado, se referindo ao tenente Castro.

Nesta segunda-feira (26), familiares de Erasmo e Reginaldo foram ouvidos pelo Promotor de Justiça para dar mais detalhes sobre o caso. Já nesta quinta, a redação integrada de O Liberal solicitou um posicionamento da PM sobre o afastamento do tenente Castro. A corporação retornou com a seguinte nota:

"A Polícia Militar informa que a Polícia Civil investiga o caso e um Inquérito Policial Militar, para apurar o ocorrido, encontra-se em andamento. O oficial envolvido na ocorrência foi preventivamente afastado de todas as atividades".

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