Cinco vítimas de naufrágio no rio Xingu são encontradas; um adolescente segue desaparecido
Entre as vítimas localizadas estão duas crianças, de 5 e 12 anos, a mãe da criança de 5 anos, um jovem de 22 anos e um homem de 44 anos
Cinco das seis vítimas desaparecidas após o naufrágio de duas embarcações no Rio Xingu já foram localizadas pelas equipes de resgate. O acidente ocorreu na região da Cachoeira Rebojo do Avelino, na Terra Indígena Koatinemo, em Altamira, no sudoeste do Pará. As buscas continuam para encontrar um adolescente de 14 anos, último desaparecido. O naufrágio ocorreu na noite da última quarta-feira (10), em uma área conhecida pelas condições perigosas de navegação.
Entre as vítimas localizadas estão duas crianças, de 5 e 12 anos, a mãe da criança de 5 anos, um jovem de 22 anos e um homem de 44 anos. Os quatro corpos mais recentes foram encontrados na sexta-feira (12) e chegaram à orla de Altamira no fim da tarde para os procedimentos legais, conforme informações do portal A Voz do Xingu.
Familiares das vítimas e integrantes das comunidades indígenas acompanham os trabalhos de busca. Imagens registradas durante a operação de busca mostram a força da correnteza na Cachoeira Rebojo do Avelino, considerada um dos trechos mais perigosos do Rio Xingu.
De acordo com informações preliminares, uma das embarcações transportava dez pessoas. Quatro ocupantes conseguiram se salvar e seis desapareceram nas águas. Em seguida, foi confirmado que cerca de 26 pessoas estavam distribuídas entre as duas embarcações que naufragaram na região. Entre os ocupantes estavam indígenas das etnias Kayapó e Xikrin.
A primeira vítima encontrada foi o piloto de uma das embarcações, identificado como Romário Kaiapó, de 44 anos. O corpo dele foi localizado na tarde de quinta-feira (11).
As buscas contam com a atuação do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, militares do 51º Batalhão de Infantaria de Selva (51º BIS), com apoio de duas embarcações do Exército Brasileiro, além de equipes da Marinha do Brasil, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Norte Energia. Mergulhadores e equipes especializadas seguem percorrendo a área na tentativa de localizar o último desaparecido.
A Redação Integrada do Grupo Liberal solicitou mais informações à Polícia Civil e ao Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA). A reportagem aguarda retorno.
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