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Chacina do Guamá completa um ano; policiais suspeitos de participação ainda não foram julgados

No dia 19 de maio do último ano, a ação criminosa de apenas um minuto deixou 11 pessoas mortas e uma ferida

Byanka Arruda
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Nesta terça-feira, 19, a Chacina do Guamá completou um ano. O crime ocorreu por volta das 15h50, quando homens invadiram o bar denominado Wanda’s Bar, localizado na Passagem Jambu, nº 52, e executaram 11 pessoas e feriram mais uma.

Segundo investigações, apenas duas pessoas seriam os verdadeiros alvos da ação criminosa do grupo. Além da única pessoa sobrevivente, cujo nome é protegido, as vítimas da chacina foram Alex Rubens Roque Silva; Flávia Telles Farias da Silva; Leandro Breno Tavares da Silva; Maria Ivanilza Pinheiro Monteiro; Márcio Rogerio Silveira Assunção; Meire Helen Sousa Fonseca; Paulo Henrique Passos Ferreira; Samara Santana da Silva Maciel; Samira Tavares Cavalcante; Sergio dos Santos Oliveira e Tereza Raquel Silva Franco.

A ação criminosa durou apenas um minuto, segundo apontou a análise realizada pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC). O relatório do inquérito sobre o caso foi concluído dia 3 de junho do ano passado e apontou inicialmente o envolvimento de nove pessoas no caso. O documento, que possui mais de 800 páginas, foi distribuído eletronicamente no Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) para a 1ª Vara do Juri da Capital, que remeteu o caso ao Ministério Público do Estado (MPE) para decidir se oferecia ou não a denúncia.

Ao todo, foram identificados oito pessoas envolvidas nos crimes. Dos acusados, quatro são policiais militares. São eles: cabo da PM Wellington Almeida Oliveira; cabo da PM Pedro Josimar Nogueira da Silva;  cabo da PM Leonardo Fernandes de Lima; e cabo PM José Maria da Silva Noronha.

Além dos policiais militares, a polícia identificou quatro civis que também teriam relação com o crime. Dos quatros, três foram presos preventivamente e um está foragido.  Em maio do ano passado, a polícia prendeu os civis Edivaldo dos Santos Santana e Aguinaldo Torres Pinto. Eles foram detidos em uma oficina mecânica situada na travessa Humaitá, entre as avenidas Marquês de Herval e Pedro Miranda, no bairro da Pedreira.

Com a dupla, a polícia encontrou armas e coletes balísticos. Os dois foram presos no momento em que tentavam descaraterizar um dos veículos utilizados durante a chacina, a fim de dificultar a identificação. Após as duas prisões, o suspeito Aguinaldo Torres Pinto foi liberado. O Ministério Público do Pará entendeu que ele não havia participado da chacina. Ele foi preso por estar portando uma arma no dia que agentes da Polícia Civil foram à oficina onde o carro utilizado no crime estava sendo desmanchado por Edivaldo dos Santos Santana.

Também foi preso em maio do ano passado o empresário Jaysson Costa. Ele foi capturado dentro da panificadora da qual é proprietário, situada rua dos Pariquis, esquina com a travessa 14 de abril, no bairro da Cremação. Com ele, a polícia encontrou uma arma de fogo calibre 380. Um civil continua foragido.

O julgamento dos policiais militares estava marcado para acontecer em março deste ano, mas por conta da pandemia do novo coronavírus precisou ser adiado.

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