Acusado de agredir e matar humorista Ricardo Bomba será submetido a juri popular

Réu alegou que não teve intenção de matar humorista

Byanka Arruda

 

Hilton Soares Souza Filho, o "Hiltinho", acusado de agredir o humorista paraense Ricardo Sena de Macedo Soares, de 37 anos, conhecido como Ricardo "Bomba", morto no dia 1 de maio deste ano, passou por audiência de instrução nesta terça-feira (12), pela 2ª Vara do Júri, no Fórum Criminal de Belém, localizado no bairro da Cidade Velha. No dia 5 de junho, ele recebeu um habeas corpus que o autorizou a deixar a prisão e responder o processo em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica. O réu responde por lesão corporal seguida de morte.

A defesa do acusado está sob a responsabilidade dos advogados Breno Lins, Wendel Teles e Wellington Brandão. Na promotoria está o promotor Edson Souza. Durante a audiência, o réu declarou que é empresário do setor de transporte e não tinha intenção de causar a morte da vítima. O Ministério Público do Estado do Pará(MPPA) e assistentes de acusação pediram que o réu seja levado ao tribunal do júri. Já a defesa, em alegações finais, pediu absolvição sumária, porque o réu alegou, em interrogatório, que agiu na tentativa de defesa, e também que seja revogada a medida da monitoração eletrônica, que já vigora há seis meses, para que o réu permaneça em liberdade para responder ao tribunal do júri.

Acusação se manifestou favorável à retirada da tornozeleira eletrônica, porque entendeu não ser mais necessário o uso do dispositivo. Após as solicitações, foi marcado para o dia 26 de março do ano que vem o julgamento do acusado.

O réu foi preso no dia 7 de maio, após seis dias de buscas. Ele foi detido por policiais militares na cidade de Imperatriz, no estado do Maranhão (MA). O pedido de prisão de Hilton foi expedido dois dias após o crime. Ele foi localizado após investigações da polícia e preso com auxílio da PM do MA. O acusado foi recambiado para o Pará após autorização judicial.  

Na ocasião da prisão, uma equipe da Divisão de Homicídios (DH) viajou para a Imperatriz, com a incumbência de reconduzir o acusado ao Estado, para cumprimento de pena. Hilton prestou depoimento na Divisão de Homicídios, da Polícia Civil do Pará, e foi encaminhado para a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe).

O acusado contou à Polícia Civil que fugiu para o município de Imperatriz logo após o delito. Ele ficou escondido em uma pousada pertencente a um amigo. Informalmente, Hilton revelou ainda a motivação da briga que resultou na morte do humorista. Ele contou que o desentendimento entre ele e a vítima teria sido motivado por bebida alcoólica. Hilton e Ricardo estariam bebendo em um bar, momentos antes da contenda. O humorista, segundo relatou Hilton, teria se apropriado do copo de bebida dele por diversas vezes e isso teria desagradado o acusado. Hilton afirmou ainda que chegou a advertir a vítima, mas os dois acabaram discutindo e partiram para as agressões físicas. "Em uma conversa, ele (Hilton) disse que o fato se deu quando eles estavam bebendo em um bar. O Ricardo chegou e tomava a mesma bebida, no mesmo copo do Hilton. Ele não pegava um copo próprio para ele, chegava e tomava no copo dos outros. O Hilton conversou com ele e depois chegaram a uma discussão por este fato, foi quando se iniciou a briga corporal, como todos viram", detalhou, na época, o delegado Eduardo Rollo, da DH.

"Hiltinho" e o ator Ricardo se envolveram em uma briga no conjunto Pedro Teixeira, no bairro do Coqueiro, na Região Metropolitana de Belém, no feriado do Dia do Trabalhador, dia primeiro de maio. Imagens que circularam pelas redes sociais e foram gravadas pelo celular de uma das testemunhas mostraram a briga. Na filmagem, foi possível ver o momento em que o humorista é atingido por um soco, cai no chão, bate a cabeça gravemente e continua sendo agredido com chutes na cabeça. O ator ainda foi socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Icoaraci, distrito de Belém, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no mesmo dia, por traumatismo cranio-encefálico.  

 

Polícia
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