Modernização tecnológica da rede estadual de saúde agiliza diagnósticos e descentraliza exames
Equipamentos de última geração em hospitais regionais e policlínicas pretende reduzir filas e evitar deslocamentos de pacientes
A modernização da rede pública com novos equipamentos tecnológicos têm buscado transformar o acesso da população a exames e diagnósticos especializados. Nos últimos anos, hospitais regionais, policlínicas e unidades de urgência passaram a contar com equipamentos de alta tecnologia, como tomógrafos, ressonâncias magnéticas, mamógrafos e aparelhos de ultrassonografia, garantindo resultados mais rápidos e precisos.
Essas tecnologias estão presentes em unidades como o Hospital da Mulher e o Pronto-Socorro Dr. Roberto Macedo, em Belém; a Policlínica Carajás, em Marabá; além de hospitais regionais em Santarém, Castanhal, Tucuruí, Salinópolis e Redenção. A estratégia estadual foca em fortalecer o parque tecnológico e descentralizar os serviços, permitindo que pacientes do interior acessem exames de alta complexidade sem precisar viajar até a capital. Os investimentos são realizados pelo governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
“O governo do Pará tem feito um esforço histórico para modernizar a rede e levar o atendimento especializado para mais perto da população. Investir em tecnologia significa garantir diagnósticos rápidos, tratamentos eficientes e salvar vidas. Muitos exames que antes só eram feitos em Belém já estão disponíveis no interior, o que reduz distâncias e fortalece o SUS em todo o estado”, destacou o secretário de Saúde, Ualame Machado.
De acordo com a Diretoria de Desenvolvimento de Redes Assistenciais (DDRA) da Sespa, Vanessa Araújo, a implantação desses equipamentos é um avanço crucial para organizar a rede e reduzir filas. “Aparelhos modernos, como tomógrafos de múltiplos canais, processam imagens em poucos segundos, aumentando o volume de atendimentos por hora. As tecnologias digitais permitem reconstruções em alta definição e 3D, o que acelera a análise do radiologista e evita que o paciente passe por múltiplos exames até o diagnóstico correto”, explica.
Ela reforça ainda o impacto social da medida. “Quando instalamos essa estrutura em hospitais regionais, o paciente não precisa viajar horas para um exame de poucos minutos. Isso reduz custos pessoais, evita deslocamentos longos e garante que o tratamento comece muito mais rápido”, detalha.
DIAGNÓSTICO - Nas unidades de urgência, a tecnologia fortalece a segurança das decisões clínicas. No Pronto-Socorro Dr. Roberto Macedo, em Belém, exames de imagem são fundamentais para avaliar casos críticos. Para a médica Maria Clara Amorim de Oliveira, a disponibilidade imediata desses recursos ampliou a capacidade de resposta da equipe.
“Ter exames de imagem dentro do pronto-socorro é um grande avanço. Eles dão suporte à avaliação clínica e ajudam na tomada de decisão. Com tomografia, ultrassom e raio-X, conseguimos diferenciar rapidamente situações urgentes, como apendicite ou um AVC, iniciando o tratamento de forma muito mais célere”, afirma a médica.
A aposentada Maria Risoleide de Almeida Pereira, 62 anos, moradora de Ipixuna, sentiu esse impacto na prática. Encaminhada com um problema intestinal grave, ela destaca a rapidez do atendimento. “A tomografia foi essencial para que os médicos descobrissem a causa dos sintomas e indicassem a cirurgia de urgência. Deu tudo certo e sou muito grata pela rapidez com que cuidaram do meu caso”, agradeceu.
O aposentado Eudiracir Moraes da Silva, de Ananindeua, também aprovou a estrutura após realizar uma ultrassonografia. “É muito importante chegar a um hospital e ter os equipamentos necessários para descobrir o que a gente tem. Sem diagnóstico, não há tratamento. Fiquei impressionado com o porte da unidade”, afirmou.
INTERIORIZAÇÃO - A política de interiorização tem levado alta complexidade para municípios como Marabá, no Sudeste paraense. Na Policlínica Carajás, os equipamentos de última geração oferecem maior precisão na identificação de doenças.
Segundo o técnico em radiologia Weslley Dhenne, a modernidade dos aparelhos reflete na qualidade do trabalho. “Trabalhamos com equipamentos novos, o que faz diferença na nitidez das imagens. Na ressonância, conseguimos visualizar alterações com muito mais detalhes, garantindo segurança para o médico e para o paciente”, informa.
No Hospital da Mulher do Pará, a estrutura tecnológica inclui mamografia e densitometria óssea, fundamentais para a prevenção. “O setor foi estruturado com equipamentos de alta eficiência tecnológica e energética. Em menos de um ano, ampliamos significativamente o acesso das mulheres a exames que permitem identificar doenças de forma precoce”, destacou a diretora-geral da unidade, Nelma Machado.
Para a professora Joana Cordovil, 54 anos, o exame de densitometria foi decisivo para o seu tratamento. “O atendimento foi excelente e o exame ajudou a descobrir que tenho osteoporose e artrose. Agora posso seguir com o tratamento correto”, contou.
EFICIÊNCIA - Além do ganho clínico, a tecnologia otimiza os recursos públicos. Procedimentos de alta definição, como endoscopia e colonoscopia, permitem intervenções menos invasivas, evitando cirurgias complexas e internações prolongadas.
“Diagnosticar precocemente evita complicações graves e tratamentos onerosos no futuro. Na prática, isso significa mais qualidade de vida para o paciente e eficiência para o sistema de saúde”, conclui a gestora Vanessa Araújo.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA