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Fogos de artifícios com estampido se tornam proibidos no Pará

A lei sancionada beneficia diversos grupos de pessoas, além de animais domésticos

Gabriel Pires

Visando combater a poluição sonora e assegurar o bem-estar de diversos grupos, foi sancionada na última sexta-feira (13), uma lei que proíbe a queima de fogos de artifício com estampido em todas as regiões do Pará. A Lei nº 9.593 tem como objetivo amparar indivíduos que possuem sensibilidade sonora como crianças, autistas, idosos, além de pessoas acamadas e animais domésticos. De autoria do deputado Miro Sanova (PDT).

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De acordo com a presidente da Associação dos Pais e Amigos Autistas de Ananindeua, Patrícia Castro, a lei é uma conquista para quem sofre com os barulhos dos fogos, que, eventualmente, são soltos em épocas de festas.”

Vínhamos sofrendo em todas as datas comemorativas e eventos futebolísticos. Só quem é pai e mãe de autista sabe o que é ver o seu filho tendo uma crise por conta do estampido e não conseguir controlar. A criança grita, se desespera, pode agredir a si e outras pessoas. É com muita alegria que eu vejo a sanção dessa lei”, afirmou Patrícia.

A coordenadora Estadual de Políticas do Autismo (Cepa), Nayara Barbalho, destacou que a lei marca a garantia de inclusão e bem-estar para grupos autistas.

“A proibição da soltura de fogos com estampido faz com que pessoas com autismo possam estar em todos os lugares de comemoração, em que tenham fogos luminosos, sem ter que passar pelo transtorno de ter sua sensibilidade auditiva e sensorial, que é uma das características muito comuns de pessoas com autismo, abalada”, pontuou Nayara Barbalho.

O delegado Waldir Freire, diretor da Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (Demapa), reiterou que a lei tem forte atuação para defender a segurança dos animais e do meio ambiente, além de ser um mecanismo para sensibilizar a população.

"Então, é necessário que as pessoas cultivem suas tradições, mas sem perder a visão humanística em relação aos animais e pessoas que sofrem com os barulhos. O código traz um reforço no sentido também de reeducar as pessoas nessa temática”, assegurou o delegado.

(Gabriel Pires, estagiário, sob a supervisão de João Thiago Dias, coordenador do Núcleo de Atualidades)

Pará
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