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Cerol e linha chilena: fiscalização será reforçada no verão para evitar acidentes no Pará

Operação da Segup vai atuar em mais de 90 municípios durante as férias de julho; número de ocorrências caiu quase 27% em um ano

O Liberal
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Com a aproximação das férias escolares e o aumento do fluxo em praias, balneários e áreas abertas, os órgãos de segurança pública do Pará vão intensificar as ações de fiscalização e conscientização para coibir o uso e venda de linhas cortantes, como cerol e linha chilena. A medida integra a operação “Verão 2026”, que será de 3 de julho a 3 de agosto, período em que tradicionalmente cresce a prática de soltar pipas e, consequentemente, o risco de acidentes graves e mortes envolvendo motociclistas, pedestres, ciclistas, animais e os próprios praticantes.

As ações serão realizadas por servidores da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio da Diretoria de Políticas Públicas e Prevenção Social (DPS), com apoio das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. Segundo a secretaria, a operação terá cobertura em mais de 90 municípios paraenses, especialmente nos destinos que recebem maior fluxo de turistas durante as férias, como Salinópolis, Mosqueiro, Ajuruteua, Outeiro, Marudá, Algodoal, Salvaterra, Colares, Alter do Chão e Cotijuba.

Às vésperas da nova operação, dados da Segup apontam uma redução de 26,83% nos acidentes envolvendo linhas cortantes no Pará, dentro do período de um ano. Em 2024, foram registradas 41 ocorrências, incluindo quatro mortes. Em 2025, o número caiu para 30 casos, sem registro de óbitos. No recorte de janeiro a maio, também houve queda: os acidentes passaram de 10 em 2024 para cinco em 2025, redução de 50%. Já nos cinco primeiros meses de 2026, foram contabilizadas cinco ocorrências.

Fiscalização e legislação

A Lei Estadual nº 9.597/2022 proíbe a posse, fabricação e comercialização de linhas cortantes com cerol (vidro moído), linha chilena e materiais similares. De acordo com a legislação, o descumprimento pode resultar em multa de R$ 50 para pessoas físicas. Quando o infrator for menor de idade, a responsabilidade recai sobre pais ou responsáveis. Já os estabelecimentos que comercializarem esse tipo de material podem ser multados em até R$ 5 mil.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-Lin Anselmo, alertou para os riscos associados ao uso dessas linhas. “Com base na Lei Estadual, caso seja identificado material irregular, ele é recolhido para posterior destruição ou para a responsabilização dos envolvidos em caso de acidente”, disse.

Conhecida por ser revestida com uma mistura de vidro ou aço moído e cola, a linha chilena pode causar acidentes graves, especialmente envolvendo motociclistas e pedestres. Além das pessoas, animais e aves também estão entre as principais vítimas desse material. A comercialização da linha chilena é considerada crime, conforme previsto no artigo 278 do Código Penal Brasileiro (CPB).

Denúncias 

A Segup também destacou a importância das denúncias para auxiliar as ações de fiscalização. “Não podemos esquecer que grande parte das atividades das forças de segurança depende do apoio da sociedade. Por isso, ao identificar o uso ou a venda desse material, é possível acionar o Disque-Denúncia (181), de forma anônima, ajudando a fortalecer a segurança de todos”, afirma Ed-Lin Anselmo.

Riscos à rede elétrica

Além dos ferimentos causados a terceiros, as linhas cortantes também representam perigo para quem as utiliza. Alguns tipos de linhas, especialmente a linha chilena, possuem partículas metálicas em sua composição. Quando entram em contato com a rede de distribuição de energia elétrica, podem provocar choques, queimaduras graves e, em situações mais severas, até amputações.

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