Celular Seguro: Pará é o 7º estado com mais bloqueios de aparelhos em 2025; veja como se cadastrar
A plataforma conta com cerca de 3,8 milhões de usuários
O estado do Pará registrou 2.784 bloqueios de aparelhos celulares por perda, roubo ou furto em 2025, a partir do programa “Celular Seguro”, segundo o Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP). Com esses números, o estado paraense ficou em sétimo lugar no ranking de maiores bloqueios entre as unidades federativas em 2025. O programa visa combater o roubo e o furto de aparelhos celulares no Brasil.
O Celular Seguro já conta com aproximadamente 3,8 milhões de usuários, conforme informação do MJSP. Em 2025, foram cadastrados mais de um milhão de CPFs no programa Celular Seguro – especificamente 1.397.614 – em todo o território brasileiro. A respeito dos telefones, houve o cadastro de 962.230 aparelhos ao longo dos 12 meses, de acordo com o MJSP.
Ainda conforme os dados do MJSP, foram realizados 98.896 bloqueios de aparelhos celulares em 2025, considerando todos os 26 estados e o Distrito Federal. São Paulo ficou em primeiro lugar na lista, com 31.477 bloqueios registrados. Com uma quantidade 44,6% menor, o Rio de Janeiro ficou em segundo no ranking, com 17.437 bloqueios.
O Pará foi o sétimo estado com mais bloqueios, com 2.784 casos, sendo o primeiro da região Norte. Os cinco estados com menos bloqueios são do Norte: Rondônia (323); Amapá (214); Tocantins (159); Roraima (145); e Acre (143).
Confira a quantidade de bloqueios por estado:
- São Paulo: 31.477
- Rio de Janeiro: 17.437
- Bahia: 6.983
- Minas Gerais: 6.561
- Ceará: 4.970
- Pernambuco: 4.156
- Paraná: 3.055
- Pará: 2.784
- Rio Grande do Sul: 2.699
- Distrito Federal: 2.381
- Maranhão: 2.305
- Amazonas: 2.279
- Santa Catarina: 1.719
- Espírito Santo: 1.611
- Goiás: 1.582
- Paraíba: 1.469
- Rio Grande do Norte: 1.072
- Alagoas: 1.066
- Piauí: 629
- Sergipe: 618
- Mato Grosso: 545
- Mato Grosso do Sul: 514
- Rondônia: 323
- Amapá: 214
- Tocantins: 159
- Roraima: 145
- Acre: 143
Celular Seguro
Criada em dezembro de 2023, a plataforma Celular Seguro pode ser acessada pelo site ou aplicativo, disponível na Play Store (Android) e na App Store (iOS). A ideia do programa Celular Seguro é que o próprio cidadão consiga, após ter sido vítima de roubo ou furto, comunicar o crime e acionar o bloqueio do aparelho, da linha telefônica, dos aplicativos bancários e das instituições financeiras parceiras do programa.
Quando o cidadão aciona o alerta e bloqueia a linha telefônica após ser roubado ou furtado, é possível manter ativo o IMEI (número de identificação internacional de equipamento móvel) do aparelho celular. Dessa forma, a rede de telefonia pode identificar se alguém instalou um novo chip no aparelho, repassando a informação ao MJSP e às Polícias Civis estaduais.
O Celular Seguro é um programa do MJSP, resultado da colaboração entre o MJSP e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a ABR Telecom, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as operadoras de telefonia e as instituições financeiras.
Como cadastrar seu número
- Baixe o aplicativo do “Celular Seguro”;
- Faça login com a conta gov.br;
- Aceite os termos de uso;
- Clique na opção “Registrar telefone”;
- Selecione “Cadastrar telefone”;
- Insira os dados do celular (número, operadora, marca);
- Se quiser, adicione uma pessoa de confiança;
- Clique em “Cadastrar”.
Como notificar roubo, furto ou perda
- Clique em “Emitir alerta”;
- Selecione “Meus Telefones”, para ocorrências relacionadas aos números próprios cadastrados, ou “Telefones de Confiança”, para os de familiares ou amigos;
- Preencha os dados sobre a ocorrência (data, hora, local e tipo da situação);
- Clique em “Emitir alerta”;
- Selecione o tipo de bloqueio, seja o “Modo Recuperação” ou “Bloqueio Total”;
- Anote e guarde o número de protocolo.
Ampliação de acesso
Em 2025, até quem não possui cadastro prévio na plataforma pode registrar uma ocorrência no aplicativo em até 15 dias após o ocorrido. O cidadão vítima de roubo, furto ou perda deve acessar a plataforma com um dispositivo de outra pessoa e emitir o alerta.
Cerca de 80% dos alertas de restrição foram de pessoas que se cadastraram após um crime em 2025, segundo o MJSP.
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