Autoridades apontam que Hidrelétrica de Tucuruí não sofreu danos na estrutura por abalos sísmicos
Especialistas informaram que estrutura consegue resistir a tremores de até 9 graus na escala Richter
A Usina Hidrelétrica de Tucuruí está segura e não teve nenhum comprometimento na estrutura por causa dos abalos sísmicos registrados na região. Essa foi conclusão apresentada durante uma reunião realizada na última sexta-feira (19), no gabinete do prefeito Alexandre Siqueira, com representantes de órgãos municipais, estaduais e federais, especialistas, instituições de pesquisa e representantes da Axia Energia, empresa responsável pela operação da usina.
O geofísico e sismólogo Lourenildo Williame Barbosa Leite, da Universidade Federal do Pará (UFPA), explicou que os tremores registrados em Tucuruí, com magnitudes de 1,3, 2,3 e 3,5 graus, são considerados de baixa intensidade. De acordo com ele, esse tipo de fenômeno pode ocorrer em regiões onde existem grandes reservatórios artificiais e é amplamente conhecido pela comunidade científica, não representando, por si só, risco à estrutura da barragem.
O representante da Axia Energia, Antonio Augusto Pardauil, alegou que a Usina Hidrelétrica de Tucuruí está entre as barragens mais seguras do mundo. De acordo com ele, a estrutura foi projetada para suportar terremotos entre 7 e 9 graus na escala Richter, magnitude muito superior aos tremores registrados na região. A usina passa por monitoramento permanente e conta com um Plano de Contingência alinhado ao Plano Nacional de Segurança de Barragens. A empresa colocou a equipe técnica à disposição para colaborar com os trabalhos do comitê e apoiar as ações de monitoramento.
O prefeito Alexandre Siqueira anunciou a criação de um comitê de crise responsável por acompanhar os estudos técnicos sobre a atividade sísmica na região, monitorar a situação e garantir que as informações sejam repassadas à população de forma clara, transparente e baseada em critérios científicos.
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