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Soldados da Rússia abandonam Chernobyl por temor à radiação

Funcionários ucranianos começaram a relatar a saída das forças russas temendo exposição à radioatividade

O Liberal

31 de março de 2022 às 16:34

Militares ucranianos sentados sobre veículos blindados seguem em uma estrada em Kramatorsk, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, nesta quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022.

Militares ucranianos sentados sobre veículos blindados seguem em uma estrada em Kramatorsk, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, nesta quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022. ( Foto: Vadim Ghirda/ Associated Press/ Estadão Conteúdo )

A Rússia confirmou que suas forças estavam deixando a usina nuclear de Chernobyl e a cidade vizinha de Slavutich, de acordo com um comunicado da empresa estatal de energia da Ucrânia divulgado nesta quinta-feira, 31. Segundo a empresa, o motivo é o temor entre os soldados com a radiação do local. Um reator nuclear em Chernobyl espalhou radiação nos anos 80 no pior acidente nuclear da história. A cidade foi evacuada e ainda é um lugar sem habitantes. As informações são da Agência Estado.

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A empresa estatal Energoatom disse que seus trabalhadores que ainda permanecem na usina haviam sinalizado mais cedo que as forças russas estavam planejando deixar o território.

"As informações confirmam que os ocupantes, que tomaram a usina nuclear de Chernobyl e outras instalações na zona de exclusão, partiram em direção à fronteira ucraniana com a República de Belarus", afirmou em comunicado.

Como resultado das preocupações com a radiação, "quase um tumulto começou a se formar entre os soldados", disse o comunicado, sugerindo que esse foi o motivo de sua partida inesperada.

Alguns soldados continuam

Um grupo de soldados russos permaneceu em Chernobyl, mas a empresa ucraniana não especificou quantos. As forças russas também se retiraram da cidade vizinha de Slavutich, onde vivem os trabalhadores da usina.

Em um post online separado, a Energoatom disse que o lado russo concordou formalmente em devolver à Ucrânia a responsabilidade de proteger Chernobyl. A empresa compartilhou um documento digitalizado que estabelece tal acordo, assinado por indivíduos identificados como um membro sênior da equipe de Chernobyl, o oficial militar russo encarregado de guardar a usina e outros.

Mais cedo nesta quinta-feira, o chefe da Energoatom pediu ao órgão de vigilância nuclear da ONU que ajude a garantir que as autoridades nucleares russas não interfiram na operação de Chernobyl e da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, que também é ocupada por soldados russos.