Orçamento da França abre caminho para aumento dos gastos militares de Macron
Macron prometeu ampliar os investimentos em defesa para enfrentar riscos que vão da Rússia e da proliferação nuclear ao terrorismo e aos ciberataques
A aprovação do orçamento atrasado da França, prevista para esta segunda-feira (2), liberará o prometido aumento dos gastos militares do presidente Emmanuel Macron. A medida visa enfrentar ameaças como a guerra na Ucrânia e conflitos no Oriente Médio.
O processo de adoção do orçamento foi caótico, marcado por meses de divisões em um Parlamento fragmentado. Para contornar a falta de acordo, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu utilizou um dispositivo constitucional que permite a aprovação do texto sem votação. Ele deverá enfrentar duas moções de censura nesta noite.
O presidente Macron prometeu ampliar os investimentos em defesa para combater riscos que incluem a Rússia, a proliferação nuclear, o terrorismo e os ciberataques. Embora uma lei de emergência tenha evitado um "shutdown" em dezembro, o orçamento completo de 2026 é crucial para garantir recursos adequados às Forças Armadas.
Aumento nos Gastos e Projetos Militares
O Ministério da Defesa francês receberá 6,7 bilhões de euros adicionais em comparação a 2025. Outros setores do governo enfrentarão contenção de gastos. Entre os projetos estão a entrega de um novo submarino nuclear, 362 veículos blindados e novos mísseis Aster. Será lançado também um serviço militar voluntário para jovens de 18 e 19 anos.
O governo francês busca reduzir o déficit para 5% do PIB, uma queda em relação aos 5,4% registrados em 2025. Essa meta é impulsionada pela pressão da União Europeia e de agências de rating. Sem maioria parlamentar, o primeiro-ministro Lecornu fez concessões aos socialistas, como a suspensão da reforma da Previdência que elevava a idade de aposentadoria.
Déficit e Medidas Econômicas
O déficit estatal é estimado em 131,9 bilhões de euros. As empresas serão impactadas por aumentos de impostos, incluindo uma taxa extra sobre grandes lucros. A arrecadação prevista com essas medidas é de 7,3 bilhões de euros em 2026.
Em seu último ano de mandato, o presidente Macron tem focado mais na política externa. Ele concentra esforços em temas como garantias de segurança à Ucrânia e defesa europeia. Recentemente, ganhou projeção internacional com críticas indiretas às ameaças tarifárias de Donald Trump, presidente dos EUA. Fonte: Associated Press.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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