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Mulheres serão obrigadas a ouvir coração do feto antes do aborto na Hungria

Primeiro-ministro Viktor Orbán tenta reverter avanços sobre o procedimento de interrupção da gravidez

Emilly Melo

Um novo decreto aprovado pelo primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, determina que as mulheres serão obrigadas a ouvir o batimento cardíaco do feto antes de realizar um aborto. A nova medida entra em vigor a partir desta quinta-feira (15). Com informações do SIC Notícias. 

A lei obriga que as mulheres que queiram interromper a gravidez obtenham um relatório médico que comprove que elas foram confrontadas "de forma claramente identificável dos sinais vitais" do feto.

O procedimento de interrupção é legal na Hungria desde 1953, podendo ser realizado até a 12ª semana de gestação, e em alguns casos, até a 24ª. No entanto, o atual governo de Orbán tem introduzido medidas para aumentar a taxa de natalidade, como benefícios fiscais e subsídios.

A nova legislação é semelhante ao decreto de alguns estados do sul dos EUA, como Texas e Kentucky, que exige que as mulheres ouçam os batimentos do feto como parte de um "consentimento informado".

A deputada de extrema direita Dóra Dúró comemorou a aprovação nas redes sociais. “O governo deu um passo para proteger todos os fetos desde a conceção, pois haverá pelo menos alguns segundos em que um feto pode comunicar com a mãe, ouvindo os batimentos cardíacos antes de um aborto ser realizado”.

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Já Tímea Szabó, deputada da oposição, classificou a aprovação como um ato “bárbaro” e afirmou que o governo está tentando "proibir o aborto discretamente, sem consultar as mulheres".

"O aborto não é um hobby de ninguém. Mas negar ajuda às mulheres e não pedir as suas opiniões é bárbaro, sorrateiro e de revirar o estômago", declarou. 

(*Emilly Melo, estagiária, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do Núcleo de Política)

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