Irã monitora ataque e possível quebra de cessar-fogo pelos Emirados Árabes Unidos
As ofensivas ocorrem horas após uma reportagem do The Wall Street Journal revelar que a Arábia Saudita e o Kuwait suspenderam as restrições impostas
O Irã apura a origem dos ataques registrados nesta quinta-feira em partes do país, apesar do cessar-fogo em vigor desde o início do mês passado. As primeiras informações da agência de notícias local Fars relataram uma troca de tiros entre o Exército iraniano e "forças inimigas" na área comercial do píer de Bahman, na ilha de Qeshm.
Ainda segundo a Fars, que citou fontes, incluindo uma israelense, os ataques teriam partido de caças dos Emirados Árabes Unidos, que bombardearam a região portuária de Bahman Qeshm.
À agência Mehr, o deputado Ali Khodarian, integrante do Comitê de Segurança Nacional do Majlis, afirmou que o país vizinho no Golfo Pérsico é visto por Teerã como uma "base hostil".
Já o Canal 24 de Israel disse, com base em fontes, que o governo israelense não tem ligação com os acontecimentos desta noite no Irã.
As ofensivas ocorrem horas após uma reportagem do The Wall Street Journal revelar que a Arábia Saudita e o Kuwait suspenderam as restrições impostas ao uso de suas bases e espaço aéreo pelos militares dos Estados Unidos. As regras haviam sido impostas após o início da operação americana para reabrir o Estreito de Ormuz e podem sinalizar uma movimentação militar para a retomada de ações militares contra o Irã. Contudo, informações atribuídas à Al Jazeera, a partir de suposta fonte militar americana, relataram que notícia veiculada pelo Wall Street Jornal estava incorreta.
Segundo a Bloomberg, os EUA também teriam aprovado US$ 25,8 bilhões em armas para aliados no Oriente Médio.
Os Estados Unidos e o Irã anunciaram um cessar-fogo considerado frágil em 7 de abril, prorrogado sucessivamente até o presidente norte-americano, Donald Trump, classificá-lo como "por tempo indeterminado", condicionado à assinatura de um acordo com Teerã. A trégua também abrange Israel e, posteriormente, foi estendida ao Líbano.
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