Irã e EUA intensificam pressão militar e travam impasse em negociações nucleares

Estadão Conteúdo

Irã e Estados Unidos intensificaram a chamada diplomacia de canhoneiras enquanto as negociações sobre o programa nuclear de Teerã seguem em suspenso, após a guerra de 12 dias lançada por Israel em junho passado e a repressão sangrenta da República Islâmica a protestos nacionais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, elevou a pressão ao enviar um porta-aviões e outros ativos militares ao Golfo Pérsico e sugerir que Washington poderia atacar o Irã diante da morte de manifestantes ou de eventuais execuções em massa. Um segundo porta-aviões está na costa do Marrocos, possivelmente a caminho do Mediterrâneo oriental.

A guerra de 12 dias iniciada por Israel contra o Irã, em junho de 2025, interrompeu cinco rodadas de negociações realizadas em Roma e Mascate naquele ano. Depois disso, duas novas tentativas de diálogo terminaram sem acordo. Países do Oriente Médio temem que o fracasso das conversas abra caminho para um novo conflito na região. Além do programa nuclear, os EUA também demonstram preocupação com os mísseis balísticos do Irã e com o apoio de Teerã a grupos aliados no Oriente Médio.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirma que o país "não busca armas nucleares" e aceita verificação. Porém, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não consegue inspecionar o estoque nuclear iraniano há meses. Trump tentou destravar as conversas com uma carta ao líder supremo Ali Khamenei, em março de 2025, advertindo que uma ação militar seria "algo terrível". Khamenei respondeu que qualquer ataque teria retaliação.

As negociações mediadas por Omã enfrentaram impasses. O enviado americano Steve Witkoff chegou a mencionar a possibilidade de enriquecimento a 3,67%, patamar previsto no acordo de 2015, do qual os EUA saíram em 2018. Hoje, Washington defende enriquecimento zero, posição rejeitada por Teerã.

O Irã enriquece urânio a 60%, próximo ao nível bélico. Um relatório da AIEA apontou quase 9.900 quilos acumulados, parte nesse nível elevado. A agência não consegue avaliar plenamente o programa, ampliando preocupações de não proliferação.

A rivalidade remonta à Revolução Islâmica de 1979 e à crise dos reféns na embaixada americana em Teerã. Desde então, relações alternam hostilidade e tentativas de distensão, com novo ciclo de tensão após a saída dos EUA do acordo nuclear.

*Com informações da Associated Press

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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