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Guerra no Oriente Médio se intensifica com novos ataques do Irã e tensão no Golfo

Escalada militar envolve Irã, Israel e Estados Unidos, enquanto comunidade internacional discute segurança no Estreito de Ormuz

Gabi Gutierrez
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A guerra no Oriente Médio registrou novos episódios de escalada nesta quarta-feira (1º), com o anúncio de uma nova onda de ataques por parte do Irã e o aumento das tensões envolvendo potências internacionais. As informações são de uma apuração da Agence France-Presse (AFP).

O comando central do exército iraniano informou ter lançado mísseis e drones contra alvos em Israel e bases militares dos Estados Unidos no Golfo, embora ainda não haja confirmação de impactos diretos.

No campo diplomático, o Reino Unido convocou uma reunião para esta quinta-feira (2), com cerca de 30 países, para discutir medidas de segurança no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

A crise também gerou atritos entre aliados ocidentais. O assessor do presidente da Polônia criticou os Estados Unidos por não consultarem previamente os membros da Otan antes de declarar guerra ao Irã. Segundo ele, a decisão representou falta de “respeito” com os parceiros europeus.

Enquanto isso, declarações contraditórias aumentam a incerteza sobre uma possível trégua. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã teria solicitado um cessar-fogo, condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz. Teerã, por sua vez, negou qualquer pedido de trégua, classificando a fala como “falsa e sem fundamento”.

No terreno, a violência continua a se intensificar. Explosões foram registradas na zona oeste de Teerã, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana confirmou ter atacado um petroleiro no Golfo, alegando que a embarcação pertencia a Israel.

No Líbano, o número de mortos desde o início do conflito entre Israel e o grupo Hezbollah chegou a 1.318, incluindo mulheres, crianças e profissionais de saúde, segundo o Ministério da Saúde local. Em Beirute, um comandante do Hezbollah foi morto em um ataque israelense.

Os confrontos também se expandem para outras regiões. Rebeldes huthis do Iêmen reivindicaram mais um ataque com mísseis contra Israel, enquanto drones atribuídos ao Irã atingiram instalações no Kuwait e no Bahrein, provocando incêndios.

Em Israel, ataques com mísseis iranianos deixaram ao menos 14 feridos, entre eles uma criança em estado crítico.

Mesmo diante da escalada, o governo iraniano descarta negociações. O ministro das Relações Exteriores afirmou que “não há motivos” para dialogar com os Estados Unidos neste momento, rejeitando propostas apresentadas por Washington para encerrar o conflito.

O cenário segue instável, com risco de ampliação da guerra e impactos diretos na segurança energética global, especialmente devido à importância estratégica do Estreito de Ormuz.

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