EUA impõem mais sanções ao Irã em meio a nova onda de protestos

As últimas sanções afetam mais de 30 indivíduos, entidades e embarcações que facilitam a "venda ilícita de petróleo iraniano"

Estadão Conteúdo

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (25) novas sanções contra o Irã, intensificando a campanha de "pressão máxima" antes da próxima rodada de negociações entre os países, que inicia nesta quinta-feira (26) em Genebra. Donald Trump ameaçou o regime iraniano com ataques se não houver um acordo sobre seu programa nuclear.

As recentes sanções afetam mais de 30 indivíduos, entidades e embarcações. O motivo é a facilitação da "venda ilícita de petróleo iraniano" e a produção de armas. Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, o Irã usa o sistema financeiro para vender petróleo ilegal, lavar dinheiro e adquirir componentes para programas de armas.

O governo americano manterá a "pressão máxima sobre o Irã" para enfraquecer as capacidades bélicas do regime e seu suporte ao terrorismo. Em discurso na terça-feira (24), Trump acusou o Irã de ter "ambições nucleares sinistras" e ordenou mobilização militar no Golfo Pérsico.

Reação do Irã às sanções

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou que há uma "perspectiva favorável" para as negociações. No entanto, o regime prometeu responder com força a qualquer ataque americano, incluindo ações contra bases militares dos EUA no Oriente Médio.

Na terça-feira (24), o governo iraniano classificou as declarações de Trump como "grandes mentiras". O Irã nega desenvolver mísseis intercontinentais e defende que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, disse que o que os EUA afirmam sobre o programa nuclear, mísseis balísticos e vítimas de protestos é uma "repetição de grandes mentiras".

Protestos e repressão em universidades

Enquanto se prepara para novas negociações com os EUA, o regime iraniano voltou a reprimir uma onda de manifestações contra o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Os protestos foram retomados no fim de semana e se espalharam por 13 universidades, incluindo Teerã e Mashhad.

O governo iraniano respondeu com a mobilização de forças de segurança nas universidades. Policiais à paisana e membros da milícia Basij ocuparam os campi abertos. Cerca de 80% das universidades passaram a oferecer aulas a distância para evitar manifestações.

Confrontos foram registrados em alguns campi, como a Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã. Caminhonetes com metralhadoras foram vistas do lado de fora da Universidade de Teerã.

Na Universidade de Tecnologia Sajjad, em Mashhad, ativistas pró e contra o governo trocaram insultos verbais. O ministro da Ciência Hossein Simaei-Sarraf declarou que "distúrbios" nas universidades não serão tolerados.

O procurador-geral Mohammad Azad exigiu punições rápidas, afirmando que "certos grupos, sob orientação do inimigo, tentam inflamar o ambiente interno".

Repressão a manifestações anteriores

Em janeiro, o regime cortou o acesso à internet e promoveu repressão violenta para conter protestos. Organizações de direitos humanos relatam 7 mil mortes, embora o governo reconheça apenas 3.117.

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