Estudante de 16 anos cria brinco que fotografa agressores

O brinco integra uma microcâmera de alta precisão e um módulo de rastreamento por GPS, ambos miniaturizados para caber no acessório

O Liberal
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Uma estudante sul-africana desenvolveu um dispositivo discreto de proteção pessoal, em formato de brinco, capaz de registrar provas e acionar ajuda em situações de risco. Bohlale Mphahlele criou a tecnologia para combater o medo de andar sozinha, transformando uma experiência comum a milhares de mulheres em uma solução concreta.

A criação tem a aparência de um acessório comum, um simples brinco, pensado justamente para não chamar atenção. Por trás do design minimalista, o objeto abriga um sistema tecnológico avançado voltado à segurança individual, permitindo que a usuária reaja rapidamente diante de uma ameaça, mesmo sem condições de pedir socorro de forma visível.

O brinco integra uma microcâmera de alta precisão e um módulo de rastreamento por GPS, ambos miniaturizados para caber no acessório sem comprometer o conforto ou a estética. O funcionamento é simples e rápido, ativado por um botão discreto.

Tecnologia silenciosa registra agressor e localização

Ao ser acionado, o sistema captura uma imagem do rosto do agressor e registra automaticamente a localização exata da vítima. Esses dados são enviados em tempo real para contatos previamente cadastrados, como familiares ou pessoas de confiança.

Em versões futuras do projeto, a intenção é permitir a integração direta com autoridades policiais e centrais de emergência.

A lógica por trás da invenção é clara: ao registrar o rosto do agressor e o local da ocorrência, o dispositivo cria provas imediatas que podem dificultar a impunidade e acelerar respostas de socorro.

Mesmo que a vítima não consiga reagir verbalmente ou fugir, a tecnologia age de forma silenciosa, garantindo que informações essenciais sejam preservadas.

Inovação para prevenção e acessibilidade

O projeto nasceu de relatos reais de violência e assédio enfrentados por mulheres em espaços públicos. A criadora Bohlale Mphahlele sempre buscou uma solução que fizesse parte do cotidiano, sem exigir mudanças drásticas de comportamento ou o uso de equipamentos chamativos.

O acessório busca, assim, oferecer proteção sem expor ainda mais a usuária ao risco.

Especialistas em inovação social destacam a força da proposta na combinação entre simplicidade e funcionalidade. Diferente de soluções mais complexas ou caras, o brinco de segurança pode ser produzido em larga escala, tornando-se acessível a diferentes públicos.

Além disso, o conceito reforça o uso da tecnologia como ferramenta de prevenção e não apenas de reação após a violência ocorrer.

Ainda em fase de aprimoramento, a invenção já desperta interesse de organizações ligadas à segurança, aos direitos das mulheres e à tecnologia assistiva.

O objetivo da criadora é expandir o alcance do projeto e adaptá-lo a diferentes realidades, inclusive em países com altos índices de violência contra mulheres.

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